TECNOLOGIA

ABBC e Núclea iniciam operação assistida de Cédula de Crédito Bancário tokenizada

Infraestrutura permitirá a instituições financeiras reguladas emitir, registrar e negociar a versão digital do título, com integração entre registradora e blockchain

ABBC e Núclea iniciam operação assistida de Cédula de Crédito Bancário tokenizada
Imagem criada por inteligência artificial

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Núclea iniciaram, nesta quinta-feira (14), a operação assistida de uma infraestrutura voltada à emissão, ao registro e à negociação da versão tokenizada da Cédula de Crédito Bancário (CCB). A solução passa a funcionar no âmbito da Rede ABBC, ambiente compartilhado para gestão de papéis tokenizados destinado a instituições financeiras reguladas.

Segundo as entidades, a tokenização consiste na conversão de um ativo financeiro em uma representação digital, registrada em blockchain. No caso da CCB, a proposta é manter a aderência ao modelo já utilizado no sistema financeiro e, ao mesmo tempo, incorporar uma camada tecnológica para operacionalização do título.

A solução é o primeiro produto em funcionamento dentro da produção assistida da Rede ABBC. Nesta primeira fase, a Núclea fará o registro do ativo no ambiente tradicional da registradora e criará um token correspondente em blockchain proprietária. O modelo conecta duas redes: a infraestrutura já utilizada para registro formal do ativo e a rede digital em que o token será movimentado. Os usuários da Rede ABBC poderão visualizar e comandar operações, desde que haja autorização prévia.

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Em nota, o presidente da ABBC, Leandro Vilain, afirmou que a rede foi estruturada para viabilizar a tokenização de ativos “de forma segura, padronizada e aderente à regulação”. Já o diretor de inovação e serviços da entidade, Euricion Murari, disse que a CCB tokenizada busca demonstrar, na prática, a integração entre o sistema financeiro atual e novas tecnologias.

Do ponto de vista operacional, a iniciativa cria um padrão inicial para ativos tokenizados entre instituições reguladas. Isso pode facilitar processos de emissão, registro e negociação dentro de um ambiente com regras previamente definidas. Não foram divulgados, até o momento, volume financeiro projetado, quantidade de instituições participantes nem cronograma para expansão a outros ativos.

A operação assistida deve servir como etapa de validação técnica e regulatória da infraestrutura. A evolução do projeto dependerá do desempenho da integração entre os ambientes, da adesão das instituições financeiras e de eventuais ampliações da rede para outros instrumentos de crédito.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.