COMÉRCIO EXTERIOR

Acordo entre Mercosul e Japão pode beneficiar 18,4% da pauta exportadora brasileira

Fiemg vê potencial de ganho para US$ 1,7 bilhão em exportações, com destaque para alimentos e bebidas e perspectiva de efeitos também sobre a agropecuária.

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A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avalia que um possível acordo entre Mercosul e Japão, ainda em fase inicial de negociação, tem potencial para beneficiar cerca de US$ 1,7 bilhão da pauta exportadora brasileira, o equivalente a 18,4% do total. Segundo a entidade, alimentos e bebidas, ferroligas e óxidos de alumínio estão entre os segmentos com possibilidade de ganho.

De acordo com levantamento da Fiemg, o acordo é considerado estratégico e pode ampliar oportunidades para produtos brasileiros no mercado japonês. A entidade afirma que, nas importações, aproximadamente US$ 4,6 bilhões em produtos poderão ser contemplados com redução ou eliminação de tarifas. Entre esses itens estão peças automotivas, veículos, máquinas e equipamentos.

A federação informou que o comércio entre Brasil e Japão movimentou US$ 11,54 bilhões em 2025. Em nota, a entidade avaliou que o avanço das negociações fortalece a inserção do Brasil no comércio internacional, amplia oportunidades para a indústria nacional e cria um ambiente favorável à expansão do comércio, dos investimentos e da integração às cadeias globais de valor.

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Hoje, produtos como minério de ferro, café, carne suína, alumínio em formas brutas e álcool etílico já entram no mercado japonês com isenção tarifária. Para a Fiemg, a negociação pode ampliar o espaço para outros segmentos da pauta exportadora brasileira.

A coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da Fiemg, Verônica Winter, afirmou que os ganhos para a indústria podem ocorrer em duas frentes: ampliação do acesso de produtos brasileiros ao Japão e redução de custos de insumos, máquinas e tecnologias importadas do país asiático. Segundo ela, a aproximação também pode impulsionar cooperação em investimentos, inovação, bioenergia e descarbonização.

A federação destacou ainda que a indústria de transformação e a agropecuária respondem por cerca de 81,8% dos produtos com potencial de receber tratamento preferencial em futuras reduções tarifárias.

Em 2025, o estoque de investimentos entre Brasil e Japão alcançou US$ 27,9 bilhões, dos quais US$ 27,8 bilhões correspondem a investimentos japoneses no Brasil. Segundo a Fiemg, o aprofundamento da relação entre os dois mercados pode contribuir para a modernização da indústria brasileira e para o aumento da competitividade do país.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.