
A agropecuária registrou saldo positivo de 10.250 vagas formais em maio, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (30). O resultado ficou atrás apenas de serviços, com 45.655 vagas, e da construção, com 12.096. No total da economia, o saldo foi de 72.960 novos postos no mês.
Os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas fecharam maio com criação líquida de empregos. Depois de serviços, construção e agropecuária, aparecem indústria, com 4.974 vagas, e comércio, com 40.
O saldo global de 72.960 postos ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, que apontava criação líquida de 120 mil vagas em maio. As estimativas do mercado variavam de 38.191 a 175 mil novas vagas.
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No acumulado do ano, a agropecuária soma saldo positivo de 16.904 vagas. Entre os cinco grandes setores, quatro apresentam resultado positivo no período: serviços, com 493.917 postos, construção, com 154.448, indústria, com 128.353, e agropecuária. O comércio registra saldo negativo de 26.274 vagas.
Entre as Unidades da Federação, 22 das 27 tiveram saldo positivo no mercado de trabalho em maio. Em números absolutos, São Paulo liderou com 18.223 vagas, seguido por Espírito Santo, com 9.532, e Rio de Janeiro, com 9.195. Os resultados negativos mais intensos foram registrados no Rio Grande do Sul, com -5.657 vagas, em Goiás, com -2.742, e no Tocantins, com -743.
No acumulado do ano, São Paulo também aparece na liderança, com 215.924 postos formais criados. Na sequência estão Minas Gerais, com 87.375, e Santa Catarina, com 61.658. Os menores saldos no período foram observados em Alagoas, com -11.240, Rio Grande do Norte, com 215, e Roraima, com 1.667.
O salário médio real de admissão passou de R$ 2.402,07 em abril para R$ 2.384,10 em maio, recuo de 0,75%. Na comparação com maio do ano anterior, houve alta de 1,50%.
Fonte: Estadão Conteúdo