ECONOMIA

Banco do Brasil reduz projeção de lucro ajustado para 2026 e eleva custo do crédito

Revisão do guidance foi divulgada nesta quarta-feira (13) após o resultado do primeiro trimestre, quando o banco registrou R$ 3,4 bilhões em lucro líquido ajustado

Banco do Brasil reduz projeção de lucro ajustado para 2026 e eleva custo do crédito
Imagem criada por inteligência artificial

O Banco do Brasil (BB) revisou nesta quarta-feira (13) suas projeções corporativas para 2026. A estimativa de lucro líquido ajustado caiu do intervalo de R$ 22 bilhões a R$ 26 bilhões para uma faixa entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões. No mesmo comunicado, o banco elevou a previsão para o custo do crédito e ajustou a expectativa para a margem financeira bruta.

Segundo o BB, o lucro líquido ajustado somou R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Ao mesmo tempo, a projeção para o custo do crédito subiu de R$ 53 bilhões a R$ 58 bilhões para R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões. Já a margem financeira bruta, indicador que mede o resultado das operações financeiras, passou de uma estimativa de crescimento entre 4% e 8% para uma faixa entre 7% e 11%.

O banco informou ainda que manteve, sem alterações, as projeções para carteira de crédito, carteira sustentável, receitas de prestação de serviços e despesas administrativas.

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Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o BB afirmou que as projeções refletem as expectativas atuais da administração, mas não representam garantia de desempenho futuro. A instituição destacou que os números dependem de condições de mercado, do ambiente econômico doméstico e internacional e de outros fatores sujeitos a riscos e incertezas.

Na prática, a revisão mostra uma combinação de menor expectativa para o resultado final do ano e aumento da despesa esperada com crédito. Esse movimento é acompanhado de perto pelo mercado porque sinaliza mudança na composição do desempenho operacional do banco, mesmo com a manutenção de indicadores ligados à expansão da carteira e às receitas de serviços.

Com a atualização do guidance, o desempenho dos próximos trimestres passa a ser o principal termômetro para verificar se o Banco do Brasil conseguirá operar dentro da nova faixa projetada para 2026. O banco não divulgou, no comunicado informado, detalhamento adicional sobre os fatores específicos que motivaram cada revisão.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.