
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) anunciaram, nesta quarta-feira (10), cinco novas operações de crédito do Fundo Clima Florestas, no valor total de R$ 834 milhões. Segundo o material divulgado, os contratos, somados aos recursos privados para execução dos projetos, devem alavancar R$ 2,7 bilhões em reflorestamento. As iniciativas abrangem Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica.
De acordo com o BNDES, os financiamentos foram destinados aos grupos BTG Pactual, Systemica, Biomas, Courageous e RRG Soluções Baseadas na Natureza. Os projetos combinam restauração ecológica e produtiva, manejo sustentável e sistemas agroflorestais com espécies nativas.
O material informa que, juntos, os projetos preveem restaurar mais de 65,6 mil hectares, gerar mais de 27 mil empregos verdes e plantar mais de 108 milhões de árvores nativas. Também está prevista a captura de milhões de toneladas de CO₂, embora o texto original não detalhe o volume consolidado total.
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Entre as operações, a Camapuã Agropecuária, controlada pela BTG Pactual Timberland Investment Group, obteve R$ 200 milhões para proteger e restaurar 49,4 mil hectares no Cerrado, em Mato Grosso do Sul. Desse total, 24,8 mil hectares são de áreas degradadas e 24,6 mil hectares correspondem à conservação de vegetação nativa. O projeto prevê a captura de 36 milhões de créditos de carbono.
A Systemica recebeu carta para operação de R$ 180 milhões, por meio da Triunfo do Xingu Restauração Ecológica Sociedade de Propósito Específico, na Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu. O projeto prevê o plantio de 1,5 milhão de mudas e o uso de 100 toneladas de sementes nativas.
No caso do projeto Muçununga, os grupos Biomas e Carbon2Nature Brasil terão R$ 87,2 milhões para atuação em áreas da Veracel Celulose. Segundo o BNDES, a iniciativa deve gerar 500 mil créditos de carbono em 40 anos e inclui o plantio de mais de 100 espécies.
Em Roraima, a Courageous Land Roraima SPE S.A. implantará sistemas agroflorestais em 2 mil hectares, com produção de café, açaí e madeireiras em áreas degradadas de Rorainópolis. Já a RRG Soluções Baseadas na Natureza Ltda recebeu carta para R$ 250 milhões em 2,5 mil hectares destinados à produção de cacau sustentável na Bahia, sendo 500 hectares em Teixeira de Freitas e 2 mil em Casa Nova.
A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, afirmou que o instrumento opera por meio de crédito e não de doação, com foco em restauração de florestas nativas e sistemas produtivos associados. O material divulgado não detalha o cronograma de desembolso das operações nem os prazos de execução de todos os projetos.