
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 37,2 bilhões em financiamentos para o Rio de Janeiro entre 2023 e o primeiro trimestre de 2026. O balanço foi apresentado nesta sexta-feira (3) pelo presidente do banco, Aloizio Mercadante, durante o evento BNDES Mais Perto de Você, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Segundo o BNDES, o volume representa alta de 13% sobre o período de 2019 a 2022, quando as aprovações somaram R$ 32,8 bilhões. A média anual de aprovações passou de R$ 8,2 bilhões para R$ 11,7 bilhões, avanço de 42%.
Do total aprovado, R$ 29,6 bilhões foram destinados à infraestrutura. Comércio e serviços receberam R$ 4,2 bilhões, a indústria ficou com R$ 3 bilhões e a agropecuária, com R$ 480 milhões.
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A agenda na Firjan reuniu empresários, representantes do setor produtivo, instituições financeiras parceiras e autoridades para apresentar oportunidades de financiamento para micro, pequenas e médias empresas, além de linhas voltadas a investimentos produtivos, inovação, sustentabilidade, máquinas e equipamentos e capital de giro.
Na área de infraestrutura logística, o banco destacou apoio de R$ 10,7 bilhões à modernização da concessão Rio-São Paulo, que inclui Nova Dutra, Serra das Araras e Rio-Santos. Também informou financiamento de R$ 7,3 bilhões à Ecovias Rio Minas para investimentos em trechos das BR-116/RJ, BR-116/MG, BR-493/RJ e BR-465/RJ.
Na agenda ambiental, o BNDES e o governo fluminense anunciaram a ampliação da parceria para restauração ecológica da Mata Atlântica no estado, com adesão ao Floresta Viva 2 e aporte de até R$ 80 milhões do Fundo da Mata Atlântica. Também foram divulgados os vencedores dos editais Florestas do Rio I e II, que somam R$ 76 milhões para restaurar quase 900 hectares de áreas degradadas.
O banco ainda informou apoio de R$ 221 milhões para recuperação de 15 mil hectares de áreas degradadas no Norte Fluminense, em projeto da Tree Agroflorestal com recursos do Fundo Clima.
O balanço apresentado pelo BNDES mostra expansão das aprovações no Rio de Janeiro, com concentração em infraestrutura e presença de operações em indústria, serviços, restauração ambiental e agropecuária.