SUSTENTABILIDADE

BNDES e Petrobras definem vencedores do ProFloresta+ na Amazônia

Leilão selecionou três empresas para fornecer 5 milhões de créditos de carbono; banco e estatal também anunciaram parceria em PD&I sobre minerais críticos

BNDES e iNovaland selecionam 8 projetos para restaurar 388 hectares de Mata Atlântica
Imagem criada por inteligência artificial

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras anunciaram, nesta segunda-feira (22), no Rio de Janeiro, o resultado do primeiro leilão do ProFloresta+, voltado à compra de créditos de carbono gerados por restauração ecológica de áreas degradadas na Amazônia. Foram selecionadas as empresas Systemica, brCarbon e re.green. O evento também marcou a assinatura de uma parceria entre as duas instituições para iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) ligadas a minerais críticos e estratégicos.

No leilão, a Systemica venceu um lote de 2 milhões de toneladas de CO2 equivalente, ao preço de US$ 55,33 por tCO2e. A brCarbon também ficou com um lote de 2 milhões de tCO2e, a US$ 55,76 por tCO2e. Já a re.green foi selecionada para um lote de 1 milhão de tCO2e, ao preço de US$ 73,82 por tCO2e.

Segundo o material divulgado, o primeiro leilão prevê a aquisição, pela Petrobras, de 5 milhões de créditos de carbono originados de projetos de restauração ecológica com espécies nativas no bioma amazônico. A iniciativa deverá mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos apenas em plantio, gerar 6,3 mil empregos verdes, viabilizar o plantio de mais de 25 milhões de árvores nativas e capturar 5 milhões de toneladas de carbono.

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O ProFloresta+ foi anunciado em março de 2025 e, de acordo com o BNDES, busca responder à ausência de demanda firme por créditos de carbono de alta integridade. O modelo prevê contratos públicos de longo prazo, com compra garantida pela Petrobras, além da possibilidade de acesso a financiamento do banco, incluindo o Fundo Clima – Florestas Nativas.

Entre as condições informadas para essa linha estão taxa de juros em torno de 2% ao ano, prazo total de até 25 anos, carência em torno de cinco anos e financiamento de até R$ 250 milhões por projeto. No conjunto, a iniciativa tem potencial de alcançar até 15 milhões de toneladas de créditos de carbono e restaurar até 50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia.

Durante o mesmo evento, BNDES e Petrobras firmaram ainda parceria para construir iniciativas em PD&I relacionadas a minerais críticos e estratégicos. O material informa que o instrumento permitirá troca de informações e análises sobre lacunas de capacidade produtiva ou tecnológica. O texto original não detalha impactos diretos dessa parceria para produtores rurais ou cadeias agropecuárias.

O anúncio consolida a etapa inicial do ProFloresta+, com preços públicos definidos para créditos de carbono de restauração ecológica e previsão de novos editais. No caso da parceria sobre minerais críticos, o material divulgado não informa prazos, valores ou efeitos operacionais específicos para o setor rural.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.