MERCADOS GLOBAIS

Bolsas de Nova York abrem em queda após reunião entre Trump e Xi sem novos acordos

Índices acionários recuam com pressão sobre empresas de tecnologia e avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos

Bolsas de Nova York abrem em queda após reunião entre Trump e Xi sem novos acordos
Imagem criada por inteligência artificial

As bolsas de Nova York abriram em baixa nesta sexta-feira (15), após o fim das reuniões entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, sem anúncios de novos acordos relevantes entre os dois países. O movimento também foi influenciado pela queda das ações de tecnologia e pela alta dos rendimentos dos Treasuries americanos.

Às 10h32, no horário de Brasília, o índice Dow Jones caía 0,81%, o S&P 500 recuava 1,02% e o Nasdaq tinha baixa de 1,38%. O ajuste ocorre em meio à reavaliação de expectativas dos investidores após o encontro entre os dois líderes, que terminou sem sinalização concreta de avanços para setores sensíveis ao mercado, como tecnologia e comércio.

Entre as empresas de tecnologia, os recuos eram liderados por Nvidia, com queda de 3,53%, Intel, com baixa de 5,56%, e AMD, que cedia 3,42%. O desempenho dessas ações pesava principalmente sobre o Nasdaq, índice com maior concentração de papéis do setor.

Receba no seu e-mail as notícias mais importantes do dia, análises de mercado e os principais fatos que movimentam o agronegócio: assine a newsletter do Canal Rural

O mercado também reagia à elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, fator que tende a reduzir a atratividade relativa das ações, sobretudo das companhias de crescimento. Além disso, seguia no radar a ausência de sinais de trégua na guerra envolvendo o Irã, o que mantinha a percepção de risco em nível elevado.

Papéis ligados ao mercado de criptoativos e semicondutores também operavam em baixa, em movimento de realização de lucros. Strategy recuava 3,65%, Coinbase perdia 4,33% e Cerebras caía 3,86%.

Sem anúncios concretos entre Estados Unidos e China, o mercado deve continuar acompanhando os próximos desdobramentos diplomáticos, o comportamento dos juros dos Treasuries e a resposta das ações de tecnologia, que seguem entre os principais vetores de volatilidade no curto prazo.

Fonte: Estadão Conteúdo

news mAIker canal rural avatar
Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.