ECONOMIA

Braskem registra lucro líquido de R$ 1,446 bilhão no 1º trimestre de 2026

Companhia reverte prejuízo do trimestre anterior, mas apresenta queda de receita e Ebitda recorrente, além de aumento da alavancagem

Braskem registra lucro líquido de R$ 1,446 bilhão no 1º trimestre de 2026
Imagem criada por inteligência artificial

A Braskem informou, nesta quarta-feira (14), lucro líquido de R$ 1,446 bilhão no primeiro trimestre de 2026. No mesmo período de 2025, a companhia havia registrado lucro de R$ 113 milhões e, no quarto trimestre de 2025, prejuízo de R$ 10,284 bilhões. O resultado foi divulgado no balanço trimestral da empresa.

Apesar da melhora no lucro líquido, os indicadores operacionais mostraram recuo na comparação anual. O Ebitda recorrente somou R$ 1,006 bilhão entre janeiro e março, queda de 24% frente ao primeiro trimestre de 2025. A receita líquida alcançou R$ 15,488 bilhões, com retração de 20% na mesma base de comparação.

No fluxo de caixa, a Braskem informou consumo operacional de R$ 3,2 bilhões no trimestre. Segundo a companhia, o movimento foi provocado principalmente pela variação negativa de capital de giro, pela menor disponibilidade de convênios de pagamento com instituições financeiras e fornecedores e pela recomposição de estoques. O consumo recorrente de caixa foi de aproximadamente R$ 4,6 bilhões, influenciado pelo pagamento semestral de juros de títulos de dívida emitidos no mercado internacional.

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O balanço foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG, mas com parágrafo de ênfase sobre incerteza relevante relacionada à continuidade operacional. De acordo com a auditoria, em 31 de março de 2026, o passivo circulante excedia o total do ativo em R$ 2,714 bilhões na controladora e em R$ 10,718 bilhões no consolidado. O patrimônio líquido estava negativo em R$ 15,736 bilhões na controladora e em R$ 16,233 bilhões no consolidado.

No endividamento, a dívida bruta corporativa encerrou o trimestre em US$ 9,4 bilhões. A dívida líquida ajustada ficou em US$ 8,5 bilhões, alta de 13% ante o trimestre anterior. A alavancagem corporativa subiu para 16,81 vezes, ante 14,74 vezes no quarto trimestre de 2025 e 7,98 vezes no primeiro trimestre do ano passado.

Os números indicam que a reversão do prejuízo contábil não foi acompanhada por melhora operacional e financeira no trimestre. A evolução da geração de caixa, da estrutura de capital e do perfil da dívida tende a seguir no foco do mercado nos próximos resultados da companhia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.