ENERGIA

CNA destaca biodiesel e biorrefinarias em debate sobre transição energética

Entidade participou do 3º Fórum do Biodiesel e Bioquerosene, em São Paulo, e defendeu previsibilidade regulatória, avanço do B16 e integração entre combustíveis renováveis

CNA destaca biodiesel e biorrefinarias em debate sobre transição energética
Imagem criada por inteligência artificial

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) afirmou, nesta quarta-feira (14), que o biodiesel e as biorrefinarias têm papel estratégico na transição energética e na bioeconomia do país. O posicionamento foi apresentado durante o 3º Fórum do Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), em São Paulo, na quarta-feira (13).

No painel “Complexo do biodiesel: biorrefinaria e coprodutos”, a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, disse que o biodiesel passou a integrar um sistema produtivo mais amplo, conectado à produção de alimentos, energia e insumos industriais.

Segundo a representante da entidade, o conceito de biorrefinaria permite o aproveitamento integral da biomassa. Na prática, matérias-primas agrícolas podem ser convertidas em biocombustíveis, farelos, bioquímicos, fertilizantes e outros coprodutos. De acordo com a CNA, esse modelo amplia a eficiência do uso da matéria-prima, reduz resíduos e reforça a lógica de circularidade na agroindústria.

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A assessora também destacou a função econômica dos coprodutos do biodiesel. Entre eles, citou o farelo destinado à alimentação animal e a glicerina, com aplicação energética e industrial. Outro ponto apresentado foi a complementaridade entre biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF) e biobunker, que podem compartilhar a mesma base de matérias-primas renováveis.

Após detalhar essa estrutura produtiva, a CNA defendeu medidas para ampliar a competitividade da cadeia. A entidade citou previsibilidade regulatória, investimentos em pesquisa e inovação, expansão da infraestrutura logística e avanço da mistura obrigatória de biodiesel, com implementação do B16.

Segundo Eduarda Lee, “o Brasil precisa avançar com segurança jurídica, previsibilidade e compromisso com a transição energética. A implementação do B16 é fundamental nesse processo”. Para a CNA, a ampliação da mistura fortalece a matriz renovável, reduz a dependência de combustíveis fósseis e amplia a demanda da agroindústria ligada ao campo.

A avaliação apresentada no fórum é que a combinação entre base agrícola, capacidade industrial instalada e matriz energética renovável coloca o Brasil em posição relevante nessa agenda. Não foram divulgadas, no material apresentado pela entidade, estimativas numéricas adicionais de investimento, produção ou impacto regional.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.