
O Comitê Brasileiro de Financiamento Circular (CBFC) será instituído na manhã desta sexta-feira (25), em Brasília, durante sua primeira reunião. Criado pelo Instituto Brasileiro de Economia Circular (Ibec), o colegiado reunirá economistas, agências de fomento, bancos e indústrias para estruturar um novo modelo de financiamento voltado à economia circular.
A proposta do comitê é dar escala aos ecossistemas de economia circular, modelo baseado na recuperação e reinserção de recursos no ciclo produtivo. A circularidade é apresentada como alternativa ao modelo linear, em que os recursos passam por uma única etapa de uso antes do descarte.
O CBFC terá quatro encontros anuais e contará com integrantes da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), da Aliança Brasileira em Finanças e Investimentos Sustentáveis (Brasfi), do Conselho Federal de Economia (Confecon) e do Conselho Regional de Economia de São Paulo (Corecon-SP).
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Segundo a presidente do Ibec, Beatriz Luz, o setor já avançou em discussões sobre política pública, regulamentação e tecnologia, e agora busca transformar a circularidade em negócio, investimento e competitividade. O primeiro encontro será realizado na sede da Delegação da União Europeia e marcará o início dos trabalhos orientados pelo Plano de Ação de Economia Circular elaborado pelo setor, com metas para os próximos dez anos.
Beatriz afirmou que a primeira etapa será ampliar o debate da economia circular para além dos segmentos de resíduos e embalagens, incluindo outros setores da economia, como o agrícola, a construção e o mineral.
De acordo com os integrantes do comitê, a transição para um modelo circular exige novas formas de medir resultados, instrumentos financeiros adequados, avaliação de riscos e políticas que incentivem mudanças. O grupo também deverá atuar como articulador entre os diferentes setores e agentes envolvidos nesse processo.
A atuação do comitê será voltada à construção de uma estratégia financeira para a economia circular, com participação de instituições ligadas ao financiamento, à formulação econômica e aos investimentos sustentáveis.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br