
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, nesta semana, levantamentos de custos de produção do projeto Campo Futuro para avaliar sistemas da bovinocultura de corte no Tocantins e da banana na Bahia. Os painéis ocorreram em Araguaçu, Paraíso do Tocantins e Colinas do Tocantins, além de um encontro online com produtores de Bom Jesus da Lapa. Os dados reúnem informações sobre estrutura de custos, produtividade e resultado operacional das atividades.
Na segunda-feira (15), em Araguaçu (TO), o levantamento adotou como referência uma propriedade modal de cria com 340 hectares de pastagem e 245 matrizes, dedicada à produção de bezerros e bezerras. Segundo a CNA, a fazenda comercializa anualmente mais de 105 animais jovens, além de vacas e outros animais de descarte. O Custo Operacional Efetivo (COE) foi estimado em R$ 267,96 por arroba vendida. A suplementação e a alimentação responderam por 31% do COE, enquanto a mão de obra representou 19%.
Na terça-feira (16), em Paraíso do Tocantins (TO), a propriedade modal considerada possui 480 hectares de pastagem e 500 matrizes. São comercializados aproximadamente 483 animais por ano entre bezerros, vacas e touros de descarte. Nesse sistema, o COE foi calculado em R$ 189,20 por arroba vendida, com a suplementação alimentar como principal componente dos custos, equivalente a 24% do total.
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Em Colinas do Tocantins (TO), na quarta-feira (17), o painel avaliou um sistema voltado à recria e parte da terminação. A propriedade modal compra bezerros desmamados, comercializa garrotes e destina cerca de 20% dos animais à engorda final. O volume anual de vendas é de aproximadamente 380 cabeças de garrotes e bois gordos. O COE foi estimado em R$ 294,54 por arroba vendida, e a aquisição de animais concentrou 68% dos custos operacionais. O assessor técnico Rafael Filho acompanhou os encontros.
Na banana, um painel online reuniu produtores de banana prata-anã em Bom Jesus da Lapa (BA). A fonte informa que o encontro ocorreu na terça-feira (15), sem detalhar a inconsistência entre dia da semana e data. A propriedade modal foi definida como uma unidade de 8 hectares, em sistema semimecanizado e irrigado, com produtividade média de 20 toneladas por hectare. No levantamento de 2023, a produtividade modal era de 25 toneladas por hectare.
Segundo os participantes, houve queda no desempenho produtivo nos últimos anos, atribuída ao aumento da incidência do mal do Panamá, à ocorrência de eventos climáticos adversos e à redução da vida útil dos bananais. Os produtores também relataram aumento dos custos de produção e menor remuneração da atividade. De acordo com o painel, com os preços atuais de comercialização da fruta, a atividade apresenta margem bruta negativa e exige aporte de recursos de outras fontes para manutenção no curto prazo. A assessora técnica Letícia Fonseca participou do encontro.
A CNA informou que o Campo Futuro é uma parceria com universidades e centros de pesquisa e que os levantamentos buscam fornecer informações para produtores, entidades do setor e formuladores de políticas públicas. O material divulgado não informa valores de comercialização da banana nem detalha prazos ou medidas para reversão do quadro produtivo apontado no painel.
Fonte: cnabrasil.org.br