ECONOMIA

Dirigente do Fed admite possibilidade de alta de juros para conter inflação nos EUA

Susan Collins, do Federal Reserve de Boston, disse que a política monetária deve seguir restritiva por algum tempo diante de choques de energia, tarifas e demanda resiliente

Dirigente do Fed admite possibilidade de alta de juros para conter inflação nos EUA
Imagem criada por inteligência artificial

A presidente do Federal Reserve (Fed) de Boston, Susan Collins, afirmou nesta quarta-feira (13) que o banco central dos Estados Unidos pode voltar a elevar os juros caso seja necessário para garantir o retorno da inflação à meta de 2%. Em evento do Clube Econômico de Boston, a dirigente disse que, no cenário atual, a política monetária está “bem posicionada” para se ajustar às condições econômicas em evolução.

Segundo Collins, a postura atual do Fed já é “ligeiramente restritiva” e, na avaliação dela, provavelmente precisará ser mantida por algum tempo. Ainda assim, ela não descartou novo aperto monetário. “Embora eu espere que a normalização da política possa ser retomada no final deste ano, também posso imaginar um cenário que exija algum aperto na política para garantir que a inflação retorne a 2%”, afirmou.

A dirigente do Federal Reserve de Boston avaliou que o choque de energia aumentou a incerteza econômica. Na leitura dela, esse fator desloca os riscos da atividade para baixo e os riscos inflacionários para cima. Mesmo com uma eventual resolução rápida do conflito no Oriente Médio, Collins disse esperar que o processo de desinflação ganhe mais força apenas no próximo ano.

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Ela também atribuiu a pressão sobre os preços aos efeitos contínuos das tarifas e ao poder de precificação das empresas, sustentado por demanda resiliente e ganhos recentes de produtividade. Ao mesmo tempo, destacou que a taxa de desemprego tem permanecido relativamente estável desde julho, enquanto a atividade econômica segue resistente.

Do ponto de vista prático, a sinalização de manutenção de juros elevados ou de eventual alta nos Estados Unidos tende a preservar condições financeiras mais apertadas no mercado global. Esse quadro pode influenciar câmbio, custo de crédito e fluxo de capital para economias emergentes. Collins não detalhou efeitos setoriais específicos.

A avaliação apresentada por Collins indica que o Fed segue dependente da evolução da inflação e dos choques de oferta, especialmente os ligados à energia. No curto prazo, o cenário continua condicionado à trajetória dos preços e à capacidade da economia norte-americana de desacelerar sem piora relevante no mercado de trabalho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.