ECONOMIA

Dólar abre em alta de 0,69% com aversão global ao risco

Movimento foi sustentado por incertezas sobre Estados Unidos e Irã, expectativa de juros elevados nos EUA e volatilidade do petróleo.

Dólar inverte sinal e sobe ante o real com avanço do petróleo
Imagem criada por inteligência artificial

O dólar subia no mercado à vista na manhã desta terça-feira (23), em meio à aversão ao risco no exterior, às incertezas sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã e à expectativa de juros elevados na economia norte-americana. A moeda abriu os negócios em alta de 0,69%, cotada a R$ 5,1770. Parte desse avanço era limitada pela queda nos rendimentos dos Treasuries e pela leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom).

Segundo o material, o mercado reagia a um ambiente externo mais cauteloso, com influência da volatilidade do petróleo e da percepção de manutenção de juros altos nos Estados Unidos. No Brasil, a ata do Copom indicou Selic elevada por período prolongado, o que manteve suporte ao diferencial de juros doméstico.

A curva de juros avançava após o Banco Central (BC) reforçar o risco de inflação desancorada e uma assimetria altista no balanço de riscos para a inflação. O documento também apontou piora do cenário inflacionário, com desancoragem das expectativas e efeitos de choques externos.

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De acordo com a ata, os próximos ajustes da Selic serão graduais e dependentes da evolução dos dados econômicos. O BC também ressaltou a importância do alinhamento da taxa aos parâmetros de mercado e da coordenação entre política fiscal e monetária.

No exterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã concordou “plena e completamente” com inspeções nucleares de alto nível no futuro. A declaração contrariou a posição manifestada mais cedo por Teerã, que negou ter autorizado novas visitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a instalações nucleares atingidas por bombardeios americanos.

Trump também disse que decidiu manter aberto o Estreito de Ormuz e suspender o bloqueio naval dos Estados Unidos na região. No mesmo ambiente de cautela, o Ibovespa futuro recuava em linha com as bolsas internacionais.

A sessão começou com o câmbio pressionado pelo cenário externo e pelas expectativas para os juros nos Estados Unidos, enquanto a ata do Copom e a queda dos rendimentos dos Treasuries limitaram parte do avanço da moeda norte-americana no mercado doméstico.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.