
O dólar à vista fechou esta segunda-feira (29) em alta de 0,13%, cotado a R$ 5,1743, após oscilar entre a mínima de R$ 5,1553 e a máxima de R$ 5,1859. A sessão foi marcada por trocas de sinal, oscilação moderada e liquidez reduzida, em meio ao jogo do Brasil contra o Japão na Copa do Mundo e a questões técnicas ligadas à virada do mês.
Operadores acompanharam, ao longo do pregão, a rolagem de contratos e a disputa pela formação da última taxa Ptax de junho, prevista para terça-feira (30). Mesmo com o sinal predominante de baixa do dólar no exterior, o real perdeu força em um movimento descrito como ajuste após a valorização recente da moeda americana, em meio à expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos.
No mês de junho, o dólar acumula avanço de 2,61% frente ao real, depois da valorização de 1,82% no mês anterior. No acumulado do ano, a moeda norte-americana ainda registra perda de 5,73% ante o real.
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A agenda doméstica trouxe a deflação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) em junho e uma pesquisa eleitoral com redução da distância entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), sem efeito relevante na formação da taxa de câmbio.
O head da Tesouraria do BS2, Ricardo Chiumento, prevê o dólar entre R$ 5,10 e R$ 5,20 no curto prazo, com o mercado atento principalmente aos indicadores econômicos dos Estados Unidos e a ruídos políticos domésticos. Segundo ele, o tom mais duro do Federal Reserve (Fed) em relação à inflação reduziu o apetite por ativos e tirou fôlego da moeda brasileira.
No exterior, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar ante uma cesta de seis moedas fortes, recuava pouco mais de 0,20% por volta das 17 horas, aos 101,100 pontos. Ainda assim, o indicador sobe mais de 2% em julho e mais de 2,80% no ano. As atenções da semana se voltam para os dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, em especial o payroll de junho.
Após a queda de quase 10% na semana passada, o petróleo avançou com informações desencontradas sobre negociações entre Estados Unidos e Irã e dúvidas sobre o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz. O Brent para setembro fechou em alta de 1,80%, a US$ 73,91 o barril.
O pregão terminou com o dólar em leve alta, sustentado por fatores técnicos e pela cautela em relação ao cenário externo. No curto prazo, o mercado segue acompanhando a Ptax de fim de mês, os indicadores dos Estados Unidos e os desdobramentos sobre juros e inflação.
Fonte: Estadão Conteúdo