
O dólar passou a subir ante o real na manhã desta quinta-feira (11), depois de abrir em queda, acompanhando o fortalecimento dos contratos futuros do petróleo. O movimento ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na rede Truth Social que o país lançará um ataque “muito duro” contra o Irã nesta noite. No mercado, também ficaram no radar a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) e indicadores da economia brasileira.
Os contratos futuros do petróleo ganharam força ao longo da manhã, em meio à nova escalada de tensão no Oriente Médio. Segundo o material fornecido, a valorização da commodity ocorreu após a declaração de Trump sobre uma ação militar contra o Irã.
Na Europa, investidores acompanharam a coletiva da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, após a autoridade monetária elevar os juros em 25 pontos-base. Foi a primeira alta desde setembro de 2023. Com a decisão, a taxa de depósito subiu para 2,25%, a de refinanciamento para 2,40% e a de empréstimos para 2,65%.
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De acordo com o conteúdo de entrada, o BCE justificou a alta como resposta às pressões inflacionárias provocadas pela disparada dos preços de energia em meio à guerra no Oriente Médio. Na Turquia, o banco central manteve a taxa básica em 37% ao ano pela terceira reunião consecutiva, em linha com o esperado pelo mercado.
Mais cedo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu a projeção de crescimento da demanda global por petróleo em 2026 para 1,0 milhão de barris por dia. Para 2027, a estimativa foi elevada para 1,7 milhão de barris por dia. A entidade manteve a previsão de aumento da oferta fora da Opep+ em 600 mil barris por dia tanto em 2026 quanto em 2027, com destaque para Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina.
Para o Brasil, a Opep manteve a expectativa de expansão da produção em 2026 e 2027, sustentada por projetos no pré-sal, além de projeções de Produto Interno Bruto (PIB) de 2,0% e 2,2%, respectivamente. No cenário doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços subiu 1,2% em abril ante março. Na comparação anual, a alta foi de 1,9%.
O noticiário desta quinta-feira (11) reuniu pressão geopolítica sobre o petróleo, decisão de juros na Europa e indicadores da economia brasileira, em um ambiente de oscilação para o câmbio. O material fornecido não detalha impactos diretos para produtores, cadeias agropecuárias ou custos do setor rural.
Fonte: Estadão Conteúdo