ECONOMIA

Dólar sobe 0,92% e fecha a R$ 5,2103 no primeiro pregão de julho

Moeda americana avançou com fortalecimento global, sanções dos EUA a cidadãos e empresas brasileiras e repercussão de pesquisa eleitoral.

Ibovespa fecha em alta de 1,21% e dólar comercial cai para R$ 5,1415
Imagem criada por inteligência artificial

O dólar voltou a fechar acima de R$ 5,20 no mercado local no primeiro pregão de julho. A moeda americana encerrou a sessão em alta de 0,92%, cotada a R$ 5,2103, após atingir máxima de R$ 5,2167 ao longo da tarde. O movimento ocorreu em meio ao fortalecimento global do dólar, ao anúncio de sanções dos Estados Unidos a cidadãos e empresas brasileiras e à repercussão de pesquisa eleitoral no Brasil.

Segundo dados do mercado, o real teve o pior desempenho entre as divisas mais líquidas no dia. O anúncio de sanções americanas a cidadãos e empresas brasileiras por ligação com o PCC entrou no radar dos investidores e ampliou a pressão sobre o câmbio.

Analistas também atribuíram parte do movimento à leitura política doméstica. Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada pela manhã mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 48,8% das intenções de voto em eventual segundo turno, ante 42,3% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A avaliação no mercado é de que esse quadro reduziu a perspectiva de ajuste fiscal a partir de 2027.

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Para o economista-chefe da CVPAR, Marcelo Fonseca, as sanções podem ter gerado ruído, mas não foram o fator decisivo para a queda do real. Ele afirmou que a moeda brasileira já vinha mostrando desempenho inferior ao de seus pares nos últimos meses, em um ambiente de piora fiscal, mudança nas expectativas eleitorais e avaliação negativa sobre a condução da política monetária.

No exterior, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subia cerca de 0,20% no fim da tarde, na faixa de 101,400 pontos, após máxima de 101,595 pontos. O enfraquecimento do euro contribuiu para o avanço da divisa americana.

Nos Estados Unidos, o relatório ADP mostrou criação de 98 mil vagas no setor privado em junho, acima da estimativa de 93 mil. Na véspera, o relatório Jolts já havia indicado geração de empregos acima do esperado em maio. Os dados elevaram a atenção do mercado para a divulgação do payroll de junho.

Com a alta desta sessão, o dólar registrou o maior valor de fechamento desde 30 de março, quando terminou o dia a R$ 5,2478. Apesar da valorização no pregão, a moeda acumula perdas de 5,08% no ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.