
O dólar à vista fechou em alta firme nesta quinta-feira (18) no mercado local, acompanhando o avanço da moeda americana no exterior e a reação dos investidores às decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil. A divisa encerrou o dia cotada a R$ 5,1752, com ganho de 1,32%, depois de tocar a máxima de R$ 5,1902 no início da tarde.
Segundo o material fornecido, o movimento foi influenciado pelo tom mais duro do Federal Reserve na quarta-feira (17), com incorporação da perspectiva de alta de juros nos Estados Unidos. No mercado doméstico, o real teve o pior desempenho entre as divisas mais líquidas, também pressionado pela leitura do comunicado divulgado na quarta-feira (17) pelo Banco Central.
O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa Selic em 0,25 ponto porcentual, para 14,25%. Ao mesmo tempo, as projeções para a inflação no quarto trimestre de 2027 subiram de 3,5% para 3,7%. O comitê afirmou, contudo, que a trajetória atual dos juros é compatível com o cumprimento da meta quando se considera o primeiro trimestre de 2028, horizonte relevante a partir da próxima reunião, em agosto.
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Para o economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, o principal gatilho para a depreciação do real foi a sinalização do Fed. Ele afirmou que o novo presidente da instituição, Kevin Warsh, demonstrou compromisso com a estabilidade de preços e que o comunicado do Copom, classificado por ele como confuso, pode ter ampliado a pressão sobre a moeda brasileira.
A diretora de macroeconomia para o Brasil do UBS Global Wealth Management (UBS), Solange Srour, avaliou que o comunicado do Copom enfraqueceu a âncora monetária ao alterar o horizonte de referência em meio à piora das expectativas de inflação.
No exterior, o índice DXY subia mais de 0,70% no fim da tarde, a 100,800 pontos, após máxima de 100,918 pontos. O texto também informa que os preços do petróleo perderam força e permaneceram abaixo de US$ 80 o barril, em meio ao recuo da percepção de risco geopolítico após memorando entre Estados Unidos e Irã.
Na semana, o dólar acumula alta de 2,25% e, em junho, avanço de 2,62%. No ano, as perdas da moeda frente ao real estão em 5,72%. O material fornecido não detalha impactos diretos para produtores ou cadeias do agro, mas registra que o mercado acompanhou simultaneamente câmbio, juros e correção nas commodities.
Fonte: Estadão Conteúdo