
O dólar opera em alta moderada no mercado à vista na manhã desta segunda-feira (6), em linha com a valorização externa da moeda americana frente a divisas fortes e moedas emergentes ligadas a commodities. O movimento ocorre em meio à queda leve do petróleo, após a confirmação de um novo aumento de produção pela Opep+ e a normalização dos fluxos pelo Estreito de Ormuz.
O mercado também acompanha as negociações entre Estados Unidos e Irã, que seguem sem acordo para encerrar o conflito.
No Brasil, os juros futuros adotam viés de baixa. O movimento ocorre após a desaceleração da projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 no boletim Focus e após a sinalização dada na semana passada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, de que o Tesouro está pronto para atuar no mercado, se necessário.
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A curva de juros também reflete o recuo dos rendimentos dos Treasuries, em reação ao payroll de junho nos Estados Unidos abaixo do esperado e à redução das apostas de alta dos juros pelo Federal Reserve em setembro.
Segundo o boletim Focus, a projeção do IPCA para 2026 caiu de 5,33% para 5,30%. Para 2027, a estimativa subiu de 4,17% para 4,18%. Em 2028, permaneceu em 3,70%, e em 2029 seguiu em 3,50%. As estimativas continuam acima das projeções do Banco Central para 2026, de 5,2%, para 2027, de 3,7%, e para 2028, de 3,1%.
No exterior, a inflação anual ao consumidor nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) acelerou de 4,4% em abril para 4,6% em maio, puxada pelos preços de energia. A inflação de energia avançou de 13,2% para 15,8%, com aceleração em 26 dos 37 países analisados.
Na abertura da semana, o mercado combina valorização do dólar, recuo dos juros futuros e atenção ao petróleo, à inflação global e aos desdobramentos da política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.
Fonte: Estadão Conteúdo