ECONOMIA

Dólar sobe com payroll forte nos EUA e tensão renovada com o Irã

Moeda americana avançou frente ao iene, ao euro e à libra após dado de emprego acima do esperado e declarações do Irã sobre o conflito no Oriente Médio

Dólar sobe com payroll forte nos EUA e tensão renovada com o Irã
Imagem criada por inteligência artificial

O dólar operou em alta nesta sexta-feira (5) no mercado internacional, sustentado por dois vetores: um relatório de emprego dos Estados Unidos acima das projeções e a retomada das tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Por volta das 16h50, no horário de Brasília, a moeda americana subia a 160,20 ienes, enquanto o euro recuava a US$ 1,1527 e a libra caía a US$ 1,3340. O índice DXY avançava 0,7%, a 100,069 pontos.

O movimento ganhou força após a divulgação do payroll dos Estados Unidos. O relatório mostrou abertura de 172 mil postos de trabalho em maio, resultado acima do esperado pelo mercado. Segundo a consultoria Capital Economics, o dado reforça a perspectiva de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed), o que tende a dar suporte ao dólar.

No ambiente geopolítico, o conselheiro militar do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que o país pode ampliar o conflito caso não haja acordo e disse que as negociações seguem estagnadas em estágio inicial. A sinalização elevou a busca por ativos considerados mais seguros, entre eles a moeda americana.

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Na Europa, os agentes também acompanham a próxima reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). De acordo com o Swissquote, a expectativa é de alta de juros. Para o Banco da Inglaterra (BoE), a avaliação citada pela instituição é de manutenção das taxas no próximo encontro, embora pressões inflacionárias ainda permaneçam no radar.

No Japão, o dólar voltou a oscilar em torno de 160 ienes. Segundo o Swissquote, esse patamar aumenta a possibilidade de intervenção direta das autoridades japonesas. A instituição também afirma que o Banco do Japão (BoJ) pode ser pressionado a elevar juros para conter a depreciação do iene.

Para o agronegócio, oscilações do dólar seguem no centro do monitoramento por influenciarem custos de insumos, preços de exportação e formação de margens. O material disponível, no entanto, não traz estimativas específicas sobre reflexos imediatos para cadeias agropecuárias brasileiras.

O foco do mercado permanece na trajetória dos juros nas principais economias e na evolução do quadro geopolítico no Oriente Médio. Sem novos dados sobre repasses ao setor produtivo, a leitura técnica imediata é de manutenção da volatilidade no câmbio nos próximos pregões.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.