
A Petrobras encerrou o primeiro trimestre de 2026 na primeira posição em lucro líquido entre petroleiras listadas com valor de mercado superior a US$ 50 bilhões, segundo estudo divulgado pela Elos Ayta nesta terça-feira (13). A estatal registrou US$ 6,25 bilhões no período, acima de Shell, com US$ 5,69 bilhões, e Exxon Mobil, com US$ 4,18 bilhões.
O levantamento reúne 16 companhias de petróleo e gás do Brasil e do exterior. Desse total, 8 são dos Estados Unidos, 4 da Europa e 3 do Canadá. A Petrobras aparece como a única representante brasileira no grupo analisado.
Em moeda brasileira, porém, o resultado da companhia foi menor na comparação anual. O lucro líquido recuou de R$ 35,2 bilhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 32,6 bilhões no mesmo intervalo de 2026. A diferença entre a queda em reais e a liderança em dólares é explicada, segundo o estudo, pelo câmbio.
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O dólar Ptax médio passou de R$ 5,85 no primeiro trimestre de 2025 para R$ 5,26 nos três primeiros meses de 2026. Com a valorização do real, o lucro da Petrobras ganhou peso na conversão para a moeda norte-americana, que é a principal referência usada por investidores globais na comparação entre empresas do setor.
A Elos Ayta também atribui o desempenho à produtividade dos campos do pré-sal, considerados ativos offshore de alta competitividade, e ao ambiente de maior volatilidade no mercado internacional de petróleo no fim do trimestre, em meio ao conflito no Oriente Médio.
Na comparação histórica, a liderança mudou. Em 2025, a Exxon Mobil havia fechado o ano com o maior lucro entre as empresas do estudo, somando US$ 28,84 bilhões, enquanto a Petrobras ficou em segundo lugar, com US$ 20,01 bilhões. No primeiro trimestre daquele ano, a Exxon também liderava, com US$ 7,71 bilhões, ante US$ 6,13 bilhões da estatal brasileira.
Os dados indicam mudança pontual na posição relativa da Petrobras no início de 2026, sustentada por fatores operacionais e cambiais. O comportamento do dólar, dos preços internacionais do petróleo e da produção do pré-sal tende a seguir como variável central para a comparação dos próximos trimestres.
Fonte: Estadão Conteúdo