
A exportação brasileira de suco de laranja encerrou a safra 2025/2026, de julho de 2025 a junho de 2026, com volume praticamente estável e forte queda na receita. Os embarques somaram 746,9 mil toneladas, alta de 0,2% frente às 745,7 mil toneladas da safra 2024/25. Já o faturamento recuou cerca de 30%, de US$ 3,42 bilhões para US$ 2,38 bilhões.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), referentes às exportações a partir do Porto de Santos, e foram compilados pela CitrusBR. Segundo a entidade, o resultado reflete a queda da demanda global e o ajuste nos preços internacionais do produto.
Em comunicado, o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, afirmou que o desempenho decorre dos preços elevados das safras anteriores, que levaram consumidores a buscar opções mais baratas, além de problemas de qualidade do produto associados aos efeitos do clima e do greening na temporada passada.
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A Europa seguiu como um dos principais destinos, mas registrou retração. O volume embarcado ao bloco caiu 10,9%, de 376,5 mil para 335,2 mil toneladas de FCOJ equivalente. A receita recuou de US$ 1,78 bilhão para cerca de US$ 1,11 bilhão, queda de aproximadamente 38%. Com isso, a participação europeia no volume total exportado passou de cerca de 50% para perto de 45%.
Nos Estados Unidos, o movimento foi diferente. O país ampliou as compras em 16,3%, de 305,8 mil para 355,8 mil toneladas de FCOJ equivalente, e passou a responder por quase 48% do volume total exportado, ante cerca de 40% na safra anterior. Apesar do avanço no volume, a receita caiu 20,6%, de US$ 1,36 bilhão para cerca de US$ 1,08 bilhão.
Na China, os embarques subiram 26%, de 20,1 mil para 25,5 mil toneladas, enquanto a receita avançou 1%, para aproximadamente US$ 70,3 milhões. Já o Japão teve a maior retração entre os principais mercados, com queda de 28,6% no volume, de 20,1 mil para 14,3 mil toneladas, e recuo de 45,9% na receita, para cerca de US$ 58,9 milhões.
Na safra 2025/26, o comércio externo de suco de laranja do Brasil manteve o volume embarcado em patamar semelhante ao da temporada anterior, mas encerrou o período com queda expressiva no faturamento, em um cenário de preços internacionais mais baixos e mudanças na distribuição dos principais destinos.
Fonte: Estadão Conteúdo