COMÉRCIO EXTERIOR

FGV aponta redução de ruídos diplomáticos após encontro entre Lula e Trump

Relatório do Icomex informa que reaproximação entre Brasil e Estados Unidos melhora o ambiente político, mas negociações com a China e a guerra no Irã seguem no radar do comércio brasileiro

Trump afirma que China comprará soja e aviões dos EUA e nega debate sobre tarifas com Xi
Imagem criada por inteligência artificial

O encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado em Washington na quarta-feira (7), marcou uma redução do que o Indicador de Comércio Exterior (Icomex) classificou como “ruídos diplomáticos permanentes” entre os dois países. A avaliação foi divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), que também apontou riscos externos para as exportações brasileiras.

Segundo o relatório, o avanço no diálogo político entre Brasil e Estados Unidos ainda não encerra as discussões técnicas, que serão tratadas em reuniões entre representantes dos dois governos. O Icomex destaca que a normalização do ambiente diplomático é um elemento relevante, mas que o comércio exterior brasileiro segue condicionado ao cenário internacional.

Entre os pontos de atenção, a Fundação Getulio Vargas (FGV) cita as negociações entre Estados Unidos e China. Nesta semana, Trump também se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping, em um movimento definido pela entidade como início de um “degelo diplomático”. Para o Icomex, uma redução das tensões entre as duas potências tende a favorecer o comércio global. Ao mesmo tempo, o relatório alerta para a possibilidade de concessões chinesas aos norte-americanos, com aumento das compras de soja dos Estados Unidos.

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De acordo com a FGV, esse movimento, se avançar, pode afetar as vendas brasileiras de soja para a China, embora os Estados Unidos não consigam suprir toda a demanda chinesa. No Oriente Médio, a guerra no Irã também aparece como fator de risco. O relatório informa que o conflito pode atingir as exportações brasileiras de carne de frango, carne bovina e milho para a região, além de influenciar compras de adubos, fertilizantes e óleos combustíveis.

No acumulado de janeiro a abril de 2026, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 24,8 bilhões, acima dos US$ 7,5 bilhões no mesmo período de 2025. Em abril, o saldo foi positivo em US$ 10,5 bilhões. A China respondeu por superávit de US$ 11,6 bilhões, equivalente a 47% do total no ano até abril.

A FGV estima que a balança comercial brasileira encerre 2026 com superávit entre US$ 72 bilhões e US$ 75 bilhões. A projeção considera que o conflito no Oriente Médio não se prolongue para o segundo semestre e que não haja novas mudanças relevantes na política externa dos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.