
A indústria de fundos registrou captação líquida de R$ 10,3 bilhões em maio, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (8) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Dentro desse movimento, os fundos de investimento nas cadeias agroindustriais (Fiagros) tiveram entrada líquida de R$ 97,8 milhões no mês. No acumulado de 2026, a classe soma R$ 4,4 bilhões em captação líquida.
De acordo com a Anbima, o patrimônio líquido da indústria de fundos está em aproximadamente R$ 11 trilhões, com entrada líquida acumulada de R$ 188,2 bilhões no ano. Em maio, o principal suporte veio da renda fixa, com captação líquida de R$ 10,4 bilhões. Os fundos de índice, os ETFs, tiveram a segunda maior entrada entre as classes, com R$ 3,5 bilhões.
No grupo de estruturas alternativas de investimento, os Fiagros ficaram atrás dos fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs), que captaram R$ 2,5 bilhões, e dos fundos de investimento em participações (FIPs), com R$ 2,2 bilhões. Ainda assim, o resultado positivo dos Fiagros indica manutenção de fluxo para instrumentos voltados ao financiamento de atividades ligadas ao agronegócio.
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No acumulado do ano, os FIPs lideram entre essas classes, com R$ 24,4 bilhões, seguidos pelos FIDCs, com R$ 21,5 bilhões. Os Fiagros aparecem com R$ 4,4 bilhões. O dado mostra que a classe continua atraindo recursos, embora em volume inferior ao de outros veículos de investimento.
Segundo Pedro Rudge, diretor da Anbima, a indústria de fundos segue resiliente mesmo em ambiente de maior aversão a risco nos mercados local e internacional. A avaliação foi feita em nota divulgada pela entidade.
Os números de maio mostram continuidade de entrada líquida nos Fiagros em 2026, mas a dimensão do efeito sobre crédito, expansão produtiva ou custo de financiamento do setor rural não pode ser medida com precisão apenas com os dados consolidados divulgados até agora pela Anbima.
Fonte: Estadão Conteúdo