ECONOMIA

Funcafé reduz juros e destina R$ 7,37 bilhões para a safra 2026/27

Condições aprovadas pelo CMN abrangem custeio, comercialização, aquisição de café, capital de giro e recuperação de cafezais

Projeto propõe flexibilizar remanejamento de despesas no Orçamento de 2026
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O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu as condições de financiamento do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a safra 2026/27. As operações terão juros entre 11,5% e 13,0% ao ano, abaixo das taxas da temporada anterior, e contarão com orçamento de R$ 7.368.712.499,00 para atender as principais linhas de apoio à cadeia produtiva do café.

Segundo o Conselho Nacional do Café (CNC), a definição das condições de financiamento assegura previsibilidade e suporte financeiro à cadeia produtiva. O presidente da entidade, Silas Brasileiro, afirmou que as condições operacionais do Funcafé para a safra 2026/27 consolidam mais um instrumento de apoio ao setor cafeeiro nacional dentro do Plano Safra anunciado pelo governo.

Pela resolução do CMN, as operações de custeio, comercialização, contratos de opções e mercados futuros, além da recuperação de cafezais danificados, terão taxa de juros de 11,5% ao ano. Já as linhas destinadas à aquisição de café, por meio do Financiamento para Aquisição de Café (FAC), e ao capital de giro para indústrias de torrefação, indústrias de café solúvel e cooperativas terão taxa de 13,0% ao ano.

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Na safra anterior, as linhas de custeio, comercialização, contratos de opções, mercados futuros e recuperação de cafezais operavam com taxa de 13,0% ao ano. No caso do FAC e do capital de giro para indústrias e cooperativas, a taxa era de 14,5% ao ano.

Do total reservado ao Funcafé em 2026/27, a linha de Comercialização receberá R$ 2,713 bilhões, o equivalente a 37% dos recursos. A linha de Aquisição de Café (FAC) contará com R$ 1,708 bilhão, correspondente a 23%. Para Custeio, foram destinados R$ 1,616 bilhão, ou 22%. O Capital de Giro ficará com R$ 1,150 bilhão, equivalente a 16%. Já a Recuperação de Cafezais terá R$ 180 milhões, parcela de 2% do orçamento.

Com a definição das taxas e da distribuição dos recursos, o Funcafé entra na safra 2026/27 com financiamento voltado às principais frentes da cafeicultura, da produção à comercialização e ao apoio às indústrias e cooperativas do setor.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.