ECONOMIA

G7 reforça cooperação diante de riscos econômicos ligados à guerra no Oriente Médio

Grupo cita pressões sobre energia, alimentos e fertilizantes, pede reabertura do Estreito de Ormuz e defende resposta fiscal comedida

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Os ministros das Finanças do G7 reafirmaram, nesta terça-feira (19), em Paris, o compromisso com a cooperação multilateral para enfrentar os riscos à economia global em meio à guerra no Oriente Médio. Em comunicado, o grupo defendeu respostas temporárias, direcionadas e fiscalmente responsáveis e pediu a reabertura imediata do Estreito de Ormuz. A nota também destacou aumento da incerteza para crescimento e inflação, com pressão sobre cadeias de energia, alimentos e fertilizantes.

No comunicado, os países do G7 afirmaram que o conflito elevou os riscos econômicos globais, sobretudo por meio de interrupções ou encarecimento em insumos estratégicos. O texto cita de forma direta pressões nas cadeias de suprimento de energia, alimentos e fertilizantes, itens com efeito relevante sobre custos industriais, logística e produção agropecuária.

Segundo o grupo, as respostas de política econômica devem proteger o crescimento, apoiar a segurança econômica e ampliar a resiliência, sem sobrecarregar as finanças públicas. Os ministros também informaram que os bancos centrais acompanham o impacto do choque de energia e de outras commodities sobre os preços, as expectativas de inflação e a atividade econômica.

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Para o agronegócio, o ponto central do comunicado está na combinação entre energia, fertilizantes e alimentos. Esses três componentes influenciam diretamente o custo de produção no campo, o transporte de cargas e a formação de preços nas cadeias de abastecimento. O texto do G7, porém, não apresentou estimativas numéricas de impacto, prazo ou variação de preços.

O grupo também discutiu a diversificação do fornecimento de terras raras e minerais críticos. Segundo a nota, há preocupação com a concentração da capacidade de produção e processamento, além de restrições arbitrárias à exportação por terceiros países, fatores que podem ampliar a volatilidade nas cadeias globais.

Ao fim da reunião, o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, disse à Reuters que os desequilíbrios econômicos globais alimentam atritos comerciais e podem gerar turbulência nos mercados. Também à agência, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo norte-americano não tem pressa para estender a trégua comercial com a China, que termina em novembro.

Do ponto de vista técnico, o comunicado reforça que energia, fertilizantes e comércio internacional seguem no centro do monitoramento econômico. Como o G7 não detalhou medidas adicionais nem projeções numéricas, o alcance prático para cadeias produtivas dependerá da evolução do conflito, da navegação no Estreito de Ormuz e do comportamento dos preços das commodities.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.