BIOECONOMIA

Gelateria de Santarém conecta sabores amazônicos a pequenos produtores

Negócio abastece a produção com feiras e fornecedores da região e reforça o uso de frutas, castanhas e derivados da mandioca na economia local.

Gelateria de Santarém conecta sabores amazônicos a pequenos produtores
Imagem criada por inteligência artificial

Uma gelateria de Santarém, no oeste do Pará, tem estruturado sua operação com base em ingredientes amazônicos e compras recorrentes em feiras e junto a pequenos produtores da região. A Boto Gelato, criada em 2016, usa frutas, castanhas, farinhas e outros insumos locais para compor receitas artesanais e conectar o consumo urbano à cadeia regional de abastecimento.

No balcão, a empresa oferece sabores que combinam produtos típicos da Amazônia. Entre eles estão o Treme Treme, feito com maracujá, pimenta, cupuaçu e jambu, e o Carimbó, com tapioca, doce de cupuaçu, flocos de coco, nibs de cacau e castanha-do-pará.

O empresário Tiago Silva, responsável pelo negócio, afirma que o abastecimento prioritário vem das feiras e dos pequenos produtores da região. Segundo ele, a compra de matérias-primas ocorre, em média, uma vez por semana, com posterior congelamento dos produtos. A estratégia, de acordo com o empresário, busca manter uma relação contínua com fornecedores locais e fortalecer a cadeia da bioeconomia.

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Um dos principais pontos de compra é o Mercadão 2000, em Santarém, apontado pela prefeitura como o maior centro de abastecimento do Baixo Amazonas. No local, a Associação dos Produtores Rurais de Santarém (Aprusan) organiza o trabalho de produtores de Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos. Cerca de 250 feirantes atuam diariamente no galpão da associação.

A produtora Kelly Reis Roque, de Mojuí dos Campos, comercializa frutas como laranja, cupuaçu, pitaia, goiaba, cacau e mamão, além de ajudar na venda da produção de agricultores vizinhos. Segundo ela, estabelecimentos como sorveterias e pousadas têm ampliado as compras nas feiras e mercados, movimento que impulsiona as vendas.

O mercado também reúne comerciantes de derivados da mandioca, como farinha e tapioca. O feirante William Gonçalves da Silva relata que os produtos chegam de diferentes pontos da região para revenda no Mercadão 2000, alimentando um circuito que sai do campo, passa pelo comércio local e chega ao consumidor final.

Além de valorizar referências culturais de Santarém, a operação da gelateria evidencia uma cadeia que envolve agricultura familiar, extrativismo e comércio regional, com uso de matérias-primas amazônicas na composição de produtos de maior valor agregado.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.