
O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou neste sábado (20), em Dom Aquino (MT), que o Banco Central precisa ampliar a transparência sobre o processo de definição da taxa de juros no Brasil. Durante evento do setor ferroviário, ele disse que não questiona a independência da autoridade monetária, mas a forma como as decisões são conduzidas e divulgadas. Santoro também associou o nível dos juros ao avanço de novos negócios de infraestrutura no país.
Segundo Santoro, o Banco Central precisa discutir “a transparência das suas resoluções sobre a taxa de juros” e explicar melhor como a taxa é fixada. Na fala, o ministro citou o modelo do banco central dos Estados Unidos, afirmando que a instituição grava as discussões e divulga o conteúdo posteriormente.
O ministro declarou que os juros ainda estão entre os fatores que mais dificultam o desenvolvimento do setor ferroviário. De acordo com ele, projetos de malha férrea no Brasil exigem volume elevado de investimento financeiro já na etapa de estudos, o que amplia o peso do custo do crédito sobre os empreendimentos.
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Santoro afirmou ainda que, mesmo com apoio de linhas de crédito especiais, será necessário reduzir os juros. “Vivemos juros muito altos no Brasil. Empreendedores precisam de apoio para projetos de ferrovias, mas é preciso baixar os juros”, disse durante o evento.
Na mesma fala, o ministro relacionou o tema ao aumento da produção nacional e à necessidade de ampliar os investimentos em ferrovias. Ele também afirmou que 15% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil é gasto com custo logístico, o chamado custo Brasil, e defendeu mudanças nesse quadro.
O material fornecido não informa quais medidas concretas de transparência foram propostas ao Banco Central nem detalha prazos, custos ou projetos ferroviários específicos mencionados no evento.
As declarações concentram a discussão em dois pontos: a forma de comunicação das decisões sobre juros e o efeito do custo do crédito sobre investimentos em infraestrutura. O material divulgado não detalha desdobramentos práticos, cronograma de propostas ou impactos diretos por setor produtivo.
Fonte: Estadão Conteúdo