ECONOMIA

IBGE registra queda de 1,2% nos serviços em março e revisa resultados anteriores

Pesquisa mostra cinco meses sem avanço no volume prestado no país; recuo acumulado no período chegou a 1,7%

IBGE informa queda nas cinco atividades de serviços em março ante fevereiro
Imagem criada por inteligência artificial

O volume de serviços prestados no Brasil caiu 1,2% em março ante fevereiro, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (15). Com o resultado, o setor completou cinco meses consecutivos sem crescimento e acumulou perda de 1,7% no período.

De acordo com o IBGE, a retração de março foi a mais intensa desde novembro de 2024, quando o indicador havia recuado 1,4%. Na comparação apenas entre meses de março, foi o pior desempenho desde 2021, quando houve queda de 4,6%.

O instituto também revisou os números dos meses anteriores. O resultado de fevereiro ante janeiro passou de alta de 0,1% para estabilidade (0,0%). Janeiro ante dezembro foi revisto de avanço de 0,2% para queda de 0,1%. Dezembro ante novembro mudou de -0,2% para -0,3%, enquanto novembro ante outubro passou de 0,0% para -0,1%. Outubro ante setembro foi ajustado de 0,2% para 0,3%.

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Segundo Luiz Carlos de Almeida Junior, analista da pesquisa no IBGE, as revisões decorrem do ajuste sazonal e também da entrada ou correção de informações enviadas pelos informantes. Em nota, o técnico explicou que a inclusão de uma queda mais acentuada em março, de 1,2%, já provocaria revisões na série histórica. Como os resultados anteriores estavam próximos de zero, os ajustes deslocaram parte deles para o campo negativo.

Na prática, a sequência sem crescimento indica perda de ritmo em um segmento relevante da atividade econômica, com reflexos sobre ramos ligados a transporte, apoio às empresas e circulação de renda. O IBGE não detalhou, no conteúdo disponível, quais atividades específicas mais pressionaram o resultado de março.

Com as revisões, a leitura da série passa a mostrar uma desaceleração mais contínua no começo de 2026. Os próximos resultados mensais do IBGE serão decisivos para confirmar se o setor entrará em estabilização ou manterá o movimento de enfraquecimento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.