ECONOMIA

Indústria soma R$ 6,8 trilhões em receita líquida em 2024, diz IBGE

Pesquisa mostra liderança da fabricação de alimentos na indústria de transformação e concentração de faturamento nas empresas de maior porte.

Indústria soma R$ 6,8 trilhões em receita líquida em 2024, diz IBGE
Imagem criada por inteligência artificial

A indústria brasileira reuniu 358,4 mil empresas em 2024, com 8,7 milhões de pessoas ocupadas e R$ 481,1 bilhões pagos em salários, retiradas e outras remunerações, segundo a Pesquisa Industrial Anual – Empresa (PIA-Empresa), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Divulgado nesta quarta-feira (24), o levantamento mostra receita líquida de vendas de R$ 6,8 trilhões e valor de transformação industrial (VTI) de R$ 2,6 trilhões.

Do total do VTI, 88,8% vieram das indústrias de transformação. Em relação a 2023, a indústria encerrou 2024 com 18,3 mil empresas a menos, mas ampliou o VTI em R$ 300 bilhões.

A receita bruta total do setor chegou a R$ 8,8 trilhões. Desse montante, R$ 7,4 trilhões vieram da venda de produtos e serviços industriais, R$ 695,9 bilhões de revenda e serviços não industriais e R$ 706 bilhões de demais receitas.

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Na composição da receita líquida de vendas, as empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas responderam por R$ 4,6 trilhões, o equivalente a 67,9% do total. As médias, com 100 a 499 empregados, ficaram com 17,4%, enquanto pequenas e microempresas responderam por 8,7% e 6,1%, respectivamente.

Segundo o IBGE, as indústrias de transformação concentraram 92,9% da receita líquida de vendas. Dentro desse grupo, a fabricação de produtos alimentícios liderou, com 23% do total. Em seguida aparecem fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com 10,1%, produtos químicos, com 9,2%, veículos automotores, reboques e carrocerias, com 8,9%, e metalurgia, com 6,4%.

No emprego, a indústria de transformação concentrou 97,1% das pessoas ocupadas, e a fabricação de produtos alimentícios também liderou, com 2,1 milhões de trabalhadores. O salário médio da indústria foi de três salários mínimos, com média de 2,9 salários nas indústrias de transformação.

Regionalmente, o Sudeste respondeu por 60,3% do VTI industrial. São Paulo liderou com 34,5%, seguido por Rio de Janeiro, com 12,8%, e Minas Gerais, com 10,8%. Em 18 das 27 Unidades da Federação, a fabricação de produtos alimentícios foi a principal atividade em valor de transformação industrial.

Os dados do IBGE mostram que a indústria manteve forte concentração de receita nas empresas de maior porte e que a fabricação de produtos alimentícios teve peso central no faturamento, no emprego e na estrutura regional da transformação industrial em 2024.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.