
O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,5% em maio na comparação com abril, segundo dados com ajuste sazonal divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Departamento do Trabalho. Em 12 meses, a inflação ao consumidor avançou 4,2%. Os números vieram em linha com as estimativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast para o índice cheio.
O resultado mensal repetiu a expectativa de alta de 0,5% e a taxa anual também confirmou a projeção de 4,2%. No levantamento anterior, referente a abril, o CPI havia avançado 0,6% na base mensal e 3,8% na comparação anual.
Já o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia por serem componentes mais voláteis, subiu 0,2% em maio ante abril. Nesse caso, o dado ficou abaixo da expectativa de analistas, que previam alta de 0,3%. Na comparação anual, o núcleo avançou 2,9%, em linha com a projeção do mercado.
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Em abril, o núcleo da inflação havia registrado alta de 0,4% na comparação mensal e de 2,8% em 12 meses. Os dados mostram desaceleração no ritmo mensal do núcleo, enquanto a taxa anual manteve avanço moderado.
Para os agentes econômicos, o CPI dos Estados Unidos é um indicador relevante porque ajuda a balizar expectativas sobre juros, dólar e comportamento dos mercados internacionais. Esses fatores são acompanhados de perto por exportadores, tradings, cooperativas e produtores brasileiros, especialmente em cadeias ligadas a grãos, carnes, energia e insumos importados.
Com as informações disponíveis, ainda não há, neste material, detalhamento sobre a composição setorial da inflação de maio nem sinalização oficial sobre eventuais desdobramentos na política monetária norte-americana. Sem esses elementos, a leitura imediata se concentra no fato de que o índice cheio veio em linha com o esperado e o núcleo mensal mostrou variação abaixo da projeção.
A divulgação reforça o monitoramento do mercado sobre os próximos indicadores de atividade e inflação nos Estados Unidos. Para o setor agropecuário, a avaliação técnica mais precisa sobre efeitos em câmbio, juros e commodities dependerá dos desdobramentos da política monetária e da reação dos mercados aos dados completos.
Fonte: Estadão Conteúdo