
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) caiu 0,30% em maio, informou nesta terça-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, a taxa havia subido 2,62%, após revisão do dado anterior. O indicador acompanha a evolução dos preços de produtos na porta da fábrica, sem impostos e fretes, na indústria extrativa e em 23 setores da indústria de transformação.
Com o resultado de maio, o IPP da indústria extrativa e de transformação acumulou alta de 4,80% no ano e avanço de 1,99% em 12 meses.
Na indústria extrativa, o índice recuou 5,90% em maio, depois de alta de 4,86% em abril. Já a indústria de transformação registrou variação de -0,01%, após avanço de 2,50% no mês anterior.
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Entre os alimentos, os preços médios caíram 2,05% em maio ante abril. Com isso, o acumulado no ano, que estava em 2,37% até abril, passou a 0,27%. Em 12 meses, a variação permaneceu negativa e foi de -7,84%, ante -6,96% em abril. Foi o nono mês consecutivo de recuo nesse recorte.
O setor de alimentos tem o maior peso na indústria brasileira e respondeu por 23,09% da contribuição no IPP de maio. Quatro produtos exerceram as maiores influências no resultado entre abril e maio: açúcar VHP (very high polarization), leite esterilizado/UHT/Longa Vida, café torrado e moído e açúcar cristal.
Segundo o IBGE, a queda nos preços dos açúcares está alinhada ao avanço da safra da cana-de-açúcar e à apreciação do real frente ao dólar, de 1% na comparação mensal e de 8,6% no acumulado do ano. No café, o período de colheita dos grãos, somado à valorização da moeda brasileira, também ajudou a explicar o recuo. No leite, o instituto atribuiu a redução dos preços a um movimento disseminado entre as empresas, relacionado à baixa no preço do leite cru e a oportunidades específicas de mercado.
O resultado de maio marcou a passagem de uma alta de 2,62% em abril para uma queda de 0,30% no IPP, com destaque para o recuo nos preços de alimentos e para as influências de açúcar, leite e café no indicador.
Fonte: Estadão Conteúdo