ECONOMIA

Juros futuros fecham em leve baixa após sessão volátil na B3

Movimento ocorreu depois da alta inicial e foi descrito por agentes como correção técnica após o estresse recente na curva

Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira
Imagem criada por inteligência artificial

Os juros futuros negociados na B3 encerraram esta quarta-feira (10) em leve baixa, depois de reverterem a tendência de alta observada na primeira etapa do pregão. Segundo agentes ouvidos pela Broadcast, o alívio foi comedido e não teve um gatilho específico. O movimento ocorreu após dias de estresse que levaram as taxas a se aproximarem de 15%.

Na ponta curta da curva, as taxas recuaram de 3 a 4 pontos-base por quase toda a tarde, em correção após a reprecificação da trajetória da Selic. Os vértices curtos e intermediários também rondaram os ajustes ao longo da sessão e consolidaram discreta baixa no fim do dia.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 14,511% no ajuste anterior para 14,495%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,968% para 14,94%. Já o DI para janeiro de 2031 passou de 14,809% para 14,82%.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Sergio Goldenstein, sócio-fundador da consultoria Eytse Estratégia, afirmou à Broadcast que o mercado está “disfuncional” e com forte volatilidade intradiária. Segundo ele, qualquer fluxo tem provocado deslocamentos relevantes na curva. Um estrategista de uma grande corretora, sob anonimato, disse que a melhor explicação para a queda foi uma correção após o ajuste ter ido além do esperado, com entrada de aplicadores.

Pela manhã, os contratos abriram em alta, reagindo aos ataques dos Estados Unidos ao Irã e à elevação do petróleo. O Brent para agosto, referência para a Petrobras, subiu 1,8% e encerrou a US$ 93,1 por barril. No ambiente doméstico, a pesquisa Genial/Quaest divulgada antes da abertura também foi apontada por um gestor de corretora como fator de pressão inicial sobre os juros.

A sessão ainda teve revisão de cenário do ASA, que elevou a projeção para a Selic terminal de 2026 de 13,25% para 14,25% e aumentou a estimativa do IPCA deste ano de 5,3% para 5,5%. O mercado de opções digitais indicava cerca de 70% de probabilidade de manutenção da Selic em 14,50% e 30% de chance de corte de 0,25 ponto na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Segundo os agentes citados no material, a leve devolução das taxas refletiu ajuste técnico, sem mudança relevante na percepção sobre o cenário. O texto original não detalha impactos setoriais específicos nem traz estimativas adicionais para produtores ou cadeias produtivas.

Fonte: Estadão Conteúdo

news mAIker canal rural avatar
Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.