ECONOMIA

Juros futuros recuam com queda do dólar e alívio nas projeções para inflação

Taxas médias e longas fecharam em baixa na B3 nesta segunda-feira (6), em sessão de liquidez reduzida e agenda econômica esvaziada.

Dólar sobe com força externa e queda do petróleo
Imagem criada por inteligência artificial

Os juros futuros encerraram a segunda-feira (6) em queda nos vencimentos médios e longos na B3, enquanto a ponta curta operou perto da estabilidade, com viés de baixa. O movimento foi sustentado pela queda de 0,71% do dólar, pela melhora marginal das expectativas para inflação e pelo comportamento da curva dos Treasuries nos Estados Unidos.

Ao fim dos negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 passou de 13,998% no ajuste anterior para 13,985%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 14,26% na sexta-feira para a mínima intradia de 14,03%. Já o DI para janeiro de 2031 caiu de 14,406% para 14,29%.

O boletim Focus mostrou revisão da mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, de 5,33% para 5,30%. Para 2027, a projeção passou de 4,17% para 4,18%, enquanto a estimativa para 2028 permaneceu em 3,70%. As previsões para a taxa Selic terminal seguiram em 14% para 2026, 12% para 2027, 10,5% para 2028 e 10% para 2029.

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Segundo Eduardo Cohn, gestor de portfólio da Heritage Capital, a estabilização do Focus após semanas de deterioração e a queda do dólar ajudaram a curva de juros. Na avaliação dele, a sessão teve poucos catalisadores além desses fatores.

Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, afirmou que a combinação de atividade mais fraca, inflação mais comportada e recuo do petróleo mantém elevada a probabilidade de um novo corte da Selic em agosto. Ainda assim, ele observou que parte do mercado segue cautelosa diante das expectativas de inflação acima da meta e dos riscos fiscais.

No mercado doméstico, o volume de negócios foi descrito por agentes como reduzido, em meio ao retorno das negociações nos Estados Unidos após o feriado da Independência. As declarações do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, sobre a possibilidade de atuação no mercado de NTN-B não tiveram efeito relevante sobre as taxas futuras nesta sessão.

Para o leilão desta terça-feira (7), a expectativa entre agentes é de oferta novamente contida de títulos atrelados à inflação. No exterior, a curva dos Treasuries também influenciou o pregão, com recuo nos rendimentos de 2 e 10 anos após a reprecificação das apostas para a política monetária americana.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.