
Os juros futuros caíram nesta sexta-feira (26), em movimento puxado pelo recuo do petróleo e pelo reforço das apostas de redução da taxa Selic. O mercado também seguiu repercutindo o IPCA-15 de junho, divulgado na quinta-feira (25), que veio abaixo da mediana das estimativas. No acumulado da semana, houve queda relevante das taxas e perda de inclinação da curva.
No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 caiu de 14,091% no ajuste de quinta-feira (25) para 14,050%, no menor nível desde 25 de maio de 2026, quando estava em 14,025%. O DI para janeiro de 2028 recuou de 14,246% para 14,180%. O contrato para janeiro de 2029 passou de 14,339% para 14,255%, enquanto o DI para janeiro de 2031 cedeu de 14,396% para 14,370%.
Na semana, a ponta curta da curva acumulou queda em torno de 20 pontos-base, enquanto os contratos longos recuaram cerca de 50 pontos. Segundo o mercado, o ambiente externo determinou a direção das taxas ao longo do pregão e se sobrepôs à agenda doméstica.
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Entre os indicadores locais, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostrou taxa de desemprego estável em 5,6% no trimestre até maio, em linha com a mediana apurada pelo Projeções Broadcast.
No exterior, os preços do petróleo registraram perda de quase 10% na semana, com o Brent encerrando a sexta-feira na casa de US$ 72, em patamar anterior à guerra do Irã. O economista-chefe da Nomos Investimentos, Beto Saadia, afirmou que a percepção é de continuidade do fluxo no Estreito de Ormuz, apesar dos ruídos na região.
Rafael Ihara, economista da Meraki Capital, avaliou que a volta do petróleo a preços pré-guerra ajudou a melhorar o humor do mercado. Segundo ele, o movimento foi reforçado pelo IPCA-15 de junho abaixo das estimativas, com sinais de acomodação em núcleos e serviços subjacentes.
Com a combinação entre queda do petróleo, leitura mais favorável do IPCA-15 e manutenção do desemprego em 5,6%, o mercado encerrou a semana com recuo das taxas futuras e maior aposta em redução da Selic já em agosto.
Fonte: Estadão Conteúdo