MERCADO

Juros futuros sobem na B3 com piora do cenário externo e avanço do petróleo

Escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã pressionou a curva de Depósito Interfinanceiro (DI) e reduziu a precificação de corte da Selic em junho

Juros futuros sobem na B3 com piora do cenário externo e avanço do petróleo
Imagem criada por inteligência artificial

Os juros futuros negociados na B3 fecharam em alta nesta segunda-feira (11), com renovação de máximas intradia ao longo de toda a curva a termo. O movimento ocorreu em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais, após sinais de impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A reação também foi acompanhada pela valorização do petróleo e por ajustes nas apostas para a política monetária brasileira.

Na abertura do pregão, os contratos já operavam pressionados, com altas que chegaram a superar 16 pontos-base nos vértices intermediários e longos. Ao fim da sessão, o DI para janeiro de 2027 subiu de 14,049% no ajuste de sexta-feira (8) para 14,105%. O contrato para janeiro de 2029 avançou de 13,525% para 13,695%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 13,605% para 13,765%.

O movimento foi reforçado por notícias de que os Estados Unidos avaliam retomar ações militares contra o Irã diante do impasse diplomático. Em resposta, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país está “pronto com todas as opções de resposta a qualquer agressão”.

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Com a perspectiva de continuidade do bloqueio ao fluxo de navegação no Estreito de Ormuz, os contratos futuros do petróleo avançaram quase 3% na sessão. O barril do Brent para julho fechou a US$ 104,21. Segundo relatório de Jim Reid, head global de pesquisa macro e estratégia temática do Deutsche Bank, enquanto o estreito permanecer fechado, os mercados seguirão sob elevada incerteza.

No mercado doméstico, o ajuste da curva elevou a cautela em relação ao próximo Comitê de Política Monetária (Copom). Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research, afirmou que a piora do ambiente externo aumenta o desafio para o Banco Central calibrar os juros. Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG, informou que a probabilidade implícita de corte de 25 pontos-base da Selic em junho caiu de 84% para 76% entre sexta-feira (8) e esta segunda-feira (11). A Selic terminal precificada para o fim de 2026 passou de 13,85% para 13,95%.

No boletim Focus, a mediana para a taxa terminal de 2026 permaneceu em 13%, mas a projeção para o fim de 2027 subiu de 11% para 11,25%. O ajuste indica que o mercado passou a exigir prêmio maior nos juros, à espera de novos desdobramentos no cenário geopolítico e de sinais do Banco Central sobre os próximos passos da política monetária.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.