
A Kepler Weber encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 17,1 milhões, resultado 33,0% inferior ao registrado em igual período de 2025. A receita líquida somou R$ 318,1 milhões, com retração anual de 10,9%, e o Ebitda ficou em R$ 33,7 milhões, queda de 36,4%, com margem de 10,6%. Segundo a companhia, o desempenho refletiu principalmente o menor volume de vendas no segmento de Fazendas.
De acordo com a empresa, o trimestre foi marcado por um ambiente de crédito mais restritivo, seletivo e caro para o agronegócio. Esse cenário alongou os ciclos de decisão de compra e pressionou a demanda por novos projetos entre produtores rurais.
No segmento de Fazendas, a receita líquida caiu 34,2% em um ano, para R$ 86,6 milhões. A margem bruta recuou 3 pontos porcentuais, para 18,5%. Segundo o CEO da Kepler Weber, Bernardo Nogueira, as compras ficaram mais concentradas em produtores com maior estrutura financeira.
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Em sentido oposto, Agroindústrias registrou receita de R$ 105,1 milhões, alta de 4,2% na comparação anual e de 18,8% frente ao quarto trimestre. Já Negócios Internacionais somou R$ 60,2 milhões, avanço de 47,1%, impulsionado por um projeto na Venezuela e por vendas para Paraguai, Bolívia, Colômbia e Argentina.
O diretor financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Renato Arroyo, afirmou que a queda do Ebitda decorreu da redução do lucro bruto, pressionado por menor receita e margens mais apertadas, sem aumento relevante da estrutura de despesas. As despesas gerais e administrativas subiram 4,1%, para R$ 23,5 milhões, enquanto as despesas com vendas recuaram 2,1%, para R$ 24,8 milhões.
A companhia encerrou março com caixa líquido positivo de R$ 56,6 milhões, ante R$ 1,3 milhão ao fim de 2025. A geração operacional de caixa foi positiva em R$ 28,2 milhões, e o retorno sobre o capital investido (ROIC) ficou em 21,4%.
Fonte: Estadão Conteúdo