ECONOMIA

Lula critica privatizações e volta a citar BR Distribuidora, Liquigás e Eletrobras

Presidente fez declarações durante cerimônia sobre a UFN-III, em Mato Grosso do Sul, e retomou críticas à venda de ativos ligados a combustíveis, gás e energia

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Imagem criada por inteligência artificial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar nesta quinta-feira (25) processos de privatização no Brasil, com menções à BR Distribuidora, à Liquigás e à Eletrobras. As declarações foram feitas durante a cerimônia que marcou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Mato Grosso do Sul. Na fala, Lula associou as críticas ao papel da Petrobras nos mercados de combustíveis, gás e transição energética.

Lula questionou os resultados da privatização da BR Distribuidora, antiga subsidiária da Petrobras que atuava na distribuição de combustíveis. O tema tem sido citado por integrantes do governo, sobretudo após o acirramento do conflito no Oriente Médio e o impacto nos preços de derivados do petróleo.

Ao citar a Liquigás, o presidente afirmou que a empresa havia sido incorporada para que a Petrobras participasse da regulação do preço do gás de cozinha. Segundo Lula, o produto sai a menos de R$ 40 e chega ao consumidor entre R$ 160 e R$ 170.

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No caso da BR Distribuidora, a Petrobras está impedida, por contrato, de concorrer com a Vibra, ex-BR Distribuidora, até 2029. Apesar das críticas à privatização, o governo tem reiterado o respeito à cláusula contratual. Em março, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa reconheceu a possibilidade de retorno da atuação estatal no setor de distribuição de combustíveis. As discussões, segundo o relato, estariam em fase preliminar.

Lula também voltou a questionar a privatização da Eletrobras, hoje Axia Energia, ao perguntar quais ganhos o processo trouxe ao país e à qualidade da energia. Na mesma cerimônia, o presidente repetiu que a Petrobras não é apenas uma empresa de petróleo e atribuiu à estatal um papel fundamental na transição energética.

A UFN-III integra o Novo PAC e receberá investimentos superiores a R$ 5 bilhões para sua conclusão, de acordo com o Palácio do Planalto.

As declarações do presidente reuniram críticas a privatizações em combustíveis, gás e energia durante um evento voltado à retomada da UFN-III, projeto incluído no Novo PAC e previsto para receber mais de R$ 5 bilhões em investimentos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.