COMÉRCIO EXTERIOR

Lula diz que Brasil mantém tratativas com os EUA para ampliar parcerias

Em publicação neste sábado (9), presidente citou diálogo com Donald Trump sobre comércio bilateral, tarifas, minerais críticos e cooperação em segurança

trump e lula - reunião na Casa Branca - 7 de maio
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (9), em publicação na rede X, que o Brasil seguirá em tratativas para ampliar parcerias com os Estados Unidos.

Segundo Lula, a agenda bilateral será conduzida pelo “caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania”. A manifestação ocorre após reunião com o presidente norte-americano, Donald Trump, realizada na última quinta-feira (7).

De acordo com o relato divulgado sobre o encontro, os dois governos discutiram comércio bilateral, negociações tarifárias, cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos e estratégicos. Na sexta-feira (8), Trump voltou a citar o “bom relacionamento” com o presidente brasileiro e confirmou conversas sobre tarifas e outros temas.

Um dos pontos centrais da reunião foi o fluxo comercial entre os dois países. No encontro, foi mencionado que o Brasil registrou déficit comercial com os Estados Unidos no ano passado, em uma faixa entre US$ 20 bilhões, pelos dados apurados pelo governo brasileiro, e US$ 30 bilhões, segundo números americanos.

O governo dos Estados Unidos tem usado saldos comerciais nas relações bilaterais como argumento para justificar medidas tarifárias.

Na área de mineração, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que Lula mencionou a aprovação, na Câmara dos Deputados, do marco legal voltado à recepção de investimentos no setor de minerais críticos. Silveira também defendeu pluralidade de diálogo e a entrada de recursos de diferentes origens, incluindo China, Estados Unidos e Rússia.

Na área de segurança financeira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse na quinta-feira (7) esperar avanço em novos acordos de cooperação com os Estados Unidos para operações de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

Para o setor produtivo, o efeito prático das tratativas dependerá do detalhamento de eventuais acordos sobre tarifas, investimentos e cooperação. Até o momento, os dois governos não divulgaram medidas setoriais nem cronograma formal de implementação.

O desdobramento técnico da reunião dependerá das próximas rodadas de negociação entre os dois países. Sem anúncios de mudanças tarifárias ou compromissos comerciais específicos até agora, o mercado deve acompanhar os detalhes sobre comércio, minerais estratégicos e cooperação institucional.