ECONOMIA

Mercado eleva projeção do IPCA acima do teto da meta até março de 2027

Medianas do Focus indicam inflação acumulada de 4,62% em maio e manutenção acima de 4,50% por 11 meses seguidos antes da próxima reunião do Copom

Dólar fecha acima de R$ 5,05 e acumula alta de 3,55% na semana
Imagem criada por inteligência artificial

Menos de duas semanas antes da próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para terça-feira (17), o mercado financeiro passou a projetar que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará acima do teto da meta de inflação por 11 meses seguidos. As medianas do Sistema Expectativas de Mercado, base do relatório Focus do Banco Central (BC), apontam alta acumulada de 4,62% em 12 meses até maio deste ano.

Pelos dados informados neste domingo (8), a inflação acumulada em 12 meses deve seguir acima de 4,50% de maio de 2026 até março de 2027. Depois de 4,62% em maio, a mediana aponta 4,68% em junho, 4,71% em julho, 4,88% em agosto, 4,80% em setembro, 4,97% em outubro, 5,06% em novembro, 5,17% em dezembro, 5,24% em janeiro de 2027, 5,12% em fevereiro e 4,57% em março. Em abril de 2027, a projeção recua para 4,28%.

Em abril de 2026, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%. Pela regra da meta contínua, em vigor desde o ano passado, o Banco Central voltaria a descumprir o objetivo em outubro, caso o índice permaneça seis meses consecutivos acima do limite superior de tolerância.

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Segundo o conteúdo divulgado, a deterioração das expectativas acompanha a aceleração da inflação corrente, a surpresa positiva com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2026, o fortalecimento do dólar e a continuidade da guerra do Irã.

Apesar desse quadro, as medianas intermediárias de 30 dias e de cinco dias úteis do Focus ainda indicam espaço para novo corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic, de 14,50% para 14,25%, na reunião da próxima semana. A taxa básica, nesse cenário, encerraria 2026 em 13,50%.

Para o agronegócio, a combinação entre inflação acima da meta, dólar fortalecido e juros ainda elevados mantém atenção sobre custos financeiros, preços de insumos, formação de margens e consumo interno de alimentos. Esses efeitos, no entanto, dependem da trajetória efetiva da inflação, do câmbio e das próximas decisões do Copom.

Na decisão de terça-feira (29), o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 14,75% para 14,50%, e informou que os próximos passos do processo de calibração dos juros considerarão novas informações sobre os conflitos no Oriente Médio e seus efeitos sobre os preços. Sem novos dados além das medianas divulgadas, o cenário permanece condicionado à próxima reunião e à evolução da inflação corrente.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.