
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 0,1% em abril ante março, segundo o Monitor do PIB divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV). Na comparação com abril de 2025, o crescimento foi de 1,8% em abril de 2026. Em 12 meses até abril, a alta acumulada chegou a 2,0%.
De acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o resultado mensal foi sustentado pelos desempenhos positivos da indústria, dos serviços e da maior parte dos componentes da demanda. Segundo Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV, apenas a agropecuária e o consumo do governo retraíram no mês.
A pesquisadora afirmou, em nota oficial, que o resultado mostra estabilidade da economia, com desempenho positivo da maior parte dos componentes, em um ambiente de juros elevados e aumento do preço do barril de petróleo. O material, no entanto, não detalha a magnitude da retração da agropecuária em abril.
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No trimestre móvel encerrado em abril, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o PIB cresceu 1,8%. Pela ótica da demanda, o consumo das famílias subiu 2,6%, com impulso principalmente dos serviços. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 0,7%, com contribuição principal do segmento de máquinas e equipamentos, que voltou a crescer após oito trimestres de retração, segundo a FGV.
As exportações tiveram elevação de 9,3% no período. Aproximadamente 60% desse desempenho veio de produtos da indústria extrativa, com alta de 27,8%, enquanto os produtos agropecuários perderam força. A fonte não informa, porém, a variação específica dos embarques agropecuários.
As importações aumentaram 5,1% no trimestre terminado em abril de 2026 ante o mesmo trimestre de 2025, impulsionadas principalmente por bens de consumo e serviços. Em valores correntes, o PIB somou R$ 4,376 trilhões no acumulado até abril de 2026. A taxa de investimento da economia foi de 18,0% em abril.
O Monitor do PIB antecipa a tendência do indicador calculado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No material divulgado, a FGV confirma crescimento da economia em abril, mas não detalha os efeitos diretos da retração da agropecuária para produtores ou cadeias produtivas.
Fonte: Estadão Conteúdo