ECONOMIA

Natura amplia prejuízo no 1º trimestre e encerra período com perda de R$ 445 milhões

Resultado foi pressionado pela queda das vendas no Brasil, por despesas extraordinárias de reorganização e pelo efeito negativo da variação cambial

Natura amplia prejuízo no 1º trimestre e encerra período com perda de R$ 445 milhões
Imagem criada por inteligência artificial

A Natura registrou prejuízo líquido de R$ 445 milhões nas operações continuadas no primeiro trimestre de 2026, ante perda de R$ 50 milhões em igual período de 2025. O resultado, divulgado pela companhia nesta segunda-feira (11), reflete piora da rentabilidade operacional, recuo da receita líquida e aumento do impacto financeiro no trimestre.

A receita líquida somou R$ 4,745 bilhões entre janeiro e março, queda de 7,7% na comparação anual. Segundo a empresa, o desempenho foi pressionado pelo enfraquecimento das vendas no Brasil e pela recuperação ainda gradual das operações hispânicas.

No mercado brasileiro, a companhia informou que houve desaceleração do consumo, com maior efeito no Nordeste, região em que mantém maior exposição comercial. A Avon, por sua vez, seguiu pressionada por um período prolongado de baixa inovação antes do relançamento da marca, iniciado em março.

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O Ebitda caiu 46,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025, para R$ 346 milhões. A margem Ebitda recuou 790 pontos-base, para 7,3%. De acordo com a Natura, essa compressão foi influenciada principalmente por despesas extraordinárias ligadas à reorganização operacional, que somaram cerca de R$ 221 milhões no período.

No resultado financeiro, a empresa registrou saldo negativo de R$ 528 milhões, piora de 50,3% na comparação anual. A companhia atribuiu parte relevante desse desempenho à variação cambial financeira negativa de R$ 261 milhões, relacionada à desvalorização adicional do dólar frente ao real em relação à taxa protegida por hedge.

A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 4,042 bilhões, alta de R$ 565 milhões sobre o quarto trimestre de 2025. O índice de alavancagem subiu para 2,12 vezes. Já o fluxo de caixa livre das operações continuadas ficou negativo em R$ 430 milhões, ante consumo de R$ 168 milhões um ano antes. Os investimentos em capex somaram R$ 38 milhões, abaixo dos R$ 62 milhões do primeiro trimestre de 2025.

Os números indicam que o próximo período seguirá condicionado à recuperação comercial no Brasil, ao avanço do relançamento da Avon e à redução dos efeitos extraordinários da reorganização. Até o momento, a companhia não divulgou nova projeção financeira adicional no material informado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.