Os preços dos feijões preto e carioca voltaram a subir entre 1º e 8 de maio nas regiões acompanhadas pelo Indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (Cepea/CNA). Segundo a análise divulgada nesta segunda-feira (11), a oferta restrita, o atraso no avanço da colheita da segunda safra no Paraná e revisões nas estimativas de produção mantiveram o mercado ajustado.
De acordo com o Cepea/CNA, o desenvolvimento mais tardio das lavouras paranaenses, combinado com chuvas irregulares, retardou a colheita no principal estado produtor da segunda safra. Com isso, a disponibilidade de produto permaneceu reduzida no mercado físico. O levantamento também aponta que novas revisões nas projeções da temporada 2025/2026 reforçaram a percepção de oferta mais limitada.
No feijão preto, o movimento foi sustentado pela presença de compradores ativos, inclusive de outros estados, e pela maior procura por lotes recém-colhidos. As altas mais fortes ocorreram na Metade Sul do Paraná, com avanço de 8,39%, e em Curitiba (PR), incluindo Campos Gerais, com 7,72%. Em Itapeva (SP), a valorização chegou a 9,41%, impulsionada pela demanda da indústria paulista por reposição de estoques com melhor qualidade.
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Para o feijão carioca notas 8 e 8,5, os reajustes também foram observados em várias praças, embora com intensidade diferente entre as regiões. Em Curitiba e Campos Gerais, a alta foi de 4,6%. Segundo o indicador, a entrada gradual da segunda safra no Sul, a necessidade de secagem dos grãos e a postura mais cautelosa dos compradores moderaram os avanços.
Nas regiões de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, a restrição de lotes armazenados seguiu sustentando os preços. Em Itapeva, a maior alta semanal para o carioca desse padrão foi de 11,3%, influenciada pela escassez de grãos de melhor qualidade e pela atuação de intermediários.
No feijão carioca peneira 12 ou nota 9 ou superior, a baixa disponibilidade continuou concentrando as altas no mercado ao produtor. Em Itapeva, a cotação fechou na quinta-feira (7) em R$ 415,66 por saca de 60 quilos, elevação de 5,01% na semana. O Leste Goiano registrou a maior alta, de 8,53%, enquanto Curitiba teve a menor, com 4,68%.
Fonte: cnabrasil.org.br