
O petróleo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em direções opostas, com o mercado acompanhando o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz após a assinatura de um acordo entre Estados Unidos e Irã. O contrato do WTI para agosto caiu 0,21%, para US$ 75,85 por barril, enquanto o Brent para o mesmo mês subiu 0,38%, para US$ 79,85 por barril. A commodity operou com volatilidade e recuperou parte das mínimas no fim do pregão.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para agosto recuou US$ 0,16, a US$ 75,85 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para o mesmo mês avançou US$ 0,30, a US$ 79,85 por barril.
Segundo o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, Teerã não realizou ataques a embarcações no Estreito de Ormuz pela segunda noite consecutiva. Ele afirmou ainda que houve movimentação de cerca de 12,5 milhões de barris de petróleo pela via marítima. Vance também reiterou os planos de viajar para Genebra, na Suíça, para a assinatura do acordo com o Irã.
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Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, disse que Teerã e Omã chegaram a um acordo sobre os mecanismos de administração do trecho, com responsabilidade compartilhada entre os dois países. Após a assinatura do acordo com os norte-americanos, o regime iraniano também passou a pedir a suspensão das sanções ao seu petróleo.
Com a reabertura do estreito ao transporte marítimo, o Kuwait começou a elevar a produção e, segundo a Bloomberg, o volume deve superar 2 milhões de barris por dia dentro de uma semana.
Analistas do Bank of America avaliaram, no entanto, que a expectativa de retomada completa dos fluxos de petróleo do Oriente Médio nas próximas semanas desconsidera entraves logísticos que ainda exigiriam meses para solução. De acordo com essa projeção, o mercado de petróleo pode permanecer em déficit até o 4º trimestre de 2026.
Nos Estados Unidos, a associação AAA Gas informou que o preço médio nacional da gasolina caiu para US$ 3,999 por galão nesta quinta-feira (18), ficando abaixo de US$ 4 pela primeira vez em semanas. Já na guerra da Ucrânia, Kiev atingiu pela segunda vez em uma semana uma grande refinaria em Moscou e interrompeu voos comerciais nos aeroportos da cidade.
A sessão foi marcada por sinais simultâneos de normalização parcial do transporte em Ormuz, aumento de oferta e riscos logísticos ainda não resolvidos. O material fornecido não detalha impactos diretos para produtores rurais, cadeias agropecuárias ou preços de combustíveis no Brasil.
Fonte: Estadão Conteúdo