
O Plano Safra 2026/27 vai disponibilizar R$ 610,3 bilhões em financiamentos para pequenos, médios e grandes produtores. O volume é 2,7% superior ao ofertado na temporada 2025/26, de R$ 594,4 bilhões. A nova safra de crédito começou nesta quarta-feira (1º) e seguirá até 30 de junho de 2027.
Do total previsto, R$ 525,1 bilhões serão destinados à agricultura empresarial, incluindo recursos de Cédulas de Produto Rural (CPRs) direcionadas. Outros R$ 85,2 bilhões serão direcionados à agricultura familiar.
Nas linhas voltadas à agricultura familiar, os juros variam de 0,5% ao ano a 7,5% ao ano. Para a agricultura empresarial, as taxas ficam entre 8% ao ano e 12,5% ao ano, nas linhas de custeio e investimento. O governo reduziu entre 0,5 ponto porcentual e 1,5 ponto porcentual em várias linhas de crédito.
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O custo do Plano Safra 2026/27 para o Tesouro Nacional será de R$ 18,1 bilhões. O valor corresponde à subvenção usada para equalizar as taxas de juros dos financiamentos rurais. O montante é 34% superior ao aporte da safra passada, em meio ao corte de juros nas principais linhas.
Desse total, R$ 12,54 bilhões serão direcionados à subvenção das linhas da agricultura familiar, enquanto R$ 5,56 bilhões serão destinados à equalização das taxas da agricultura empresarial. A ampliação do aporte foi associada ao corte de juros aplicado nas operações.
Embora o plano registre valor recorde, a alta ficou abaixo da inflação acumulada no período e também abaixo do intervalo pedido pelo setor produtivo, de R$ 623 bilhões a R$ 674 bilhões. A formulação do programa ocorreu em um ambiente de desaceleração da queda da Selic, comprometimento de fontes de recursos com renegociações e aperto orçamentário, com contingenciamento recente.
Com vigência até 30 de junho de 2027, o Plano Safra 2026/27 reúne recursos para agricultura empresarial e familiar, com aumento nominal no crédito, redução de juros em várias linhas e maior desembolso do Tesouro para equalização das taxas.
Fonte: Estadão Conteúdo