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SLC Agrícola registra lucro líquido de R$ 236,1 milhões no 1º trimestre, com queda de 53,8%

Companhia atribui recuo à menor receita com soja, algodão em pluma e caroço de algodão, além da compressão de margens no período

SLC Agrícola registra lucro líquido de R$ 236,1 milhões no 1º trimestre, com queda de 53,8%
Imagem criada por inteligência artificial

A SLC Agrícola encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 236,1 milhões, queda de 53,8% ante igual período de 2025. A receita líquida somou R$ 2,267 bilhões, recuo de 2,7%, influenciada pelo menor volume faturado de algodão em pluma, soja e caroço de algodão, segundo informou a companhia nesta quarta-feira (14).

O resultado bruto da empresa caiu 12,3%, para R$ 943,2 milhões. Com isso, a margem bruta passou de 46,2% no primeiro trimestre de 2025 para 41,6% no mesmo intervalo de 2026. O resultado operacional recuou 27,9%, para R$ 624,4 milhões, enquanto a margem operacional diminuiu de 37,2% para 27,5%.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado ficou em R$ 695,2 milhões, baixa de 26,3%. A margem Ebitda ajustada caiu de 40,5% para 30,7%. Na carta da administração, a companhia informou que a redução foi explicada principalmente por uma queda de R$ 132,5 milhões no resultado bruto das culturas, com exceção de milho e sementes.

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Segundo a empresa, a soja foi o principal fator desse desempenho, em razão do mix de fazendas que faturaram no trimestre, com produtividade abaixo da média consolidada. A receita líquida da soja caiu 11,7%, para R$ 1,111 bilhão, com volume faturado de 646,5 mil toneladas, recuo de 2,7%. No algodão em pluma, a receita somou R$ 760,9 milhões, queda de 20,1%, com volume de 92,5 mil toneladas, baixa de 4,6%.

Na operação agrícola, a SLC informou ter concluído a colheita da soja no fim de abril com produtividade recorde de 4.146 quilos por hectare, alta de 4,7% sobre a safra anterior e 2,7% acima do projeto inicial. A área plantada de soja atingiu 424,6 mil hectares, avanço de 12,5%. Já a área total plantada na safra 2025/26 foi estimada em 830,3 mil hectares, alta de 12,8%, refletindo a aquisição da Sierentz Agro Brasil.

No balanço financeiro, a dívida líquida ajustada encerrou março em R$ 6,6 bilhões, aumento de R$ 1,3 bilhão ante o fim de 2025. A alavancagem medida pela relação dívida líquida ajustada sobre Ebitda ajustado passou de 1,97 vez para 2,72 vezes. A geração de caixa livre permaneceu negativa em R$ 1,354 bilhão, apesar de melhora de 4,6%, movimento que a companhia classificou como típico para o período por causa do capital de giro e do pagamento de insumos e aquisições.

A administração afirmou que a compressão de margem tende a ser revertida nos próximos trimestres, à medida que forem reconhecidos volumes de fazendas com produtividade superior ao projeto. No curto prazo, a companhia informou que o milho de segunda safra exige atenção, já que parte das áreas foi semeada fora da janela ideal e depende de chuva adequada nas próximas semanas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.