ECONOMIA

Trabuco defende alinhamento entre política fiscal e monetária e critica juro real de 10%

Presidente do Conselho de Administração do Bradesco afirmou, em evento em Nova York, que taxa nesse nível restringe empresas, famílias e o custo da dívida pública

Trabuco defende alinhamento entre política fiscal e monetária e critica juro real de 10%
Imagem criada por inteligência artificial

O presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, afirmou nesta segunda-feira (11), em Nova York, que o Brasil precisa alinhar as políticas fiscal e monetária para reduzir a necessidade de juros elevados. Durante a conferência Brasil em Pauta Nova York, realizada no primeiro dia da Brazil Week, o executivo disse que um juro real de 10% é “proibitivo” para empresas, pessoas e para o Tesouro Nacional.

A declaração foi dada ao tratar da coordenação entre as medidas de controle de gastos públicos e a condução da taxa de juros. Segundo Trabuco, sem convergência entre as duas frentes, o país tende a conviver com um cenário de juros altos por mais tempo.

“Se o País não for capaz de fazer o alinhamento da política fiscal e da política monetária, teremos a necessidade de taxas de juros altas”, afirmou o executivo durante o evento promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo.

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Na sequência, Trabuco destacou o peso de uma taxa real de 10%, isto é, descontada a inflação. “É proibitiva para as empresas, para as pessoas, para o Tesouro Nacional”, declarou. A fala associa o nível elevado dos juros ao encarecimento do crédito, ao aumento do custo financeiro das companhias e à pressão sobre o financiamento da dívida pública.

No caso das empresas, juros reais mais altos tendem a elevar o custo de capital e podem reduzir o ritmo de investimento. Para as famílias, o efeito prático recai sobre empréstimos e financiamentos. Já para o setor público, a manutenção de juros elevados amplia o custo de carregamento da dívida.

O executivo não detalhou, na fala reproduzida, quais medidas fiscais específicas considera necessárias nem apresentou estimativas adicionais sobre prazos ou trajetória para os juros. Também não houve divulgação, no conteúdo disponível, de parâmetros complementares sobre inflação ou taxa básica de juros.

A manifestação de Trabuco reforça a avaliação de que o debate sobre juros no Brasil segue ligado à coordenação entre política econômica e gestão fiscal. Nesse quadro, o efeito sobre crédito, investimento e contas públicas depende da capacidade de convergência entre essas duas agendas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.