ENERGIA

Transição energética exige escolha da fonte adequada para cada uso, diz José Mauro Coelho

Executivo defende complementaridade entre tecnologias e cita bioenergia, gás natural e renováveis no debate sobre operação do sistema e descarbonização.

Transição energética reúne propostas sobre metas, subsídios e biocombustíveis em debate na Câmara
Imagem criada por inteligência artificial

O presidente da Aurum Energia, José Mauro Coelho, afirmou nesta terça-feira (23), no Energy Summit 2026, no Rio de Janeiro, que o principal desafio da transição energética é definir a tecnologia mais adequada para cada aplicação. Durante palestra no primeiro dia do evento, o executivo disse que o Brasil precisa buscar complementaridade entre as fontes e equilíbrio na operação do sistema elétrico.

Segundo Coelho, a discussão não se limita ao aumento da geração de energia, mas também à forma de operação do sistema diante da expansão de novas demandas e fontes. Ele citou como exemplo os cortes de geração de energia eólica e solar, conhecidos como curtailment, e afirmou que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reconhece uma mudança completa na lógica operacional, com maior complexidade.

Na apresentação, o executivo destacou que o Brasil reúne ativos em diferentes frentes da transição, com potencial hidrelétrico, eólico, fotovoltaico e de bioenergia. Também afirmou que o país ocupa a vice-liderança global na produção de biocombustíveis líquidos, com destaque para etanol e biodiesel, e apontou esses segmentos como parte da substituição gradual dos combustíveis fósseis.

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Coelho também mencionou o papel do gás natural na transição energética e disse que um dos desafios é levar o insumo ao interior do país para apoiar a descarbonização de indústrias que ainda utilizam diesel ou outros combustíveis. Segundo ele, o preço do gás para a indústria brasileira está em US$ 20 por milhão de BTU, ante US$ 4,3 nos Estados Unidos.

Sobre a eólica offshore, o executivo avaliou que há boas perspectivas pela extensão do litoral brasileiro, mas ponderou que ainda existe espaço para ampliar a geração onshore, com custo de implantação menor. No fim da apresentação, afirmou que o avanço da transição pode abrir espaço para o Brasil exportar produtos e soluções, citando do sebo bovino para produção de SAF ao hidrogênio renovável.

A avaliação apresentada no Energy Summit 2026 reforça a defesa de uma matriz diversificada, com uso combinado de diferentes fontes e atenção à operação do sistema, ao custo da energia e às oportunidades de produção e exportação associadas à transição energética.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.