ENERGIA

Trump diz que EUA apoiaram passagem de mais de 100 milhões de barris por Ormuz

Declaração cita operação militar em maio para escoltar navios comerciais; Reuters informa que produção da Opep caiu ao menor nível desde os anos 2000

Juros futuros recuam com reabertura parcial do Estreito de Ormuz
Imagem criada por inteligência artificial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (10) que determinou, em maio, uma missão secreta das Forças Armadas americanas para apoiar petroleiros e outros navios comerciais na travessia do Estreito de Ormuz. Segundo ele, a operação permitiu a passagem de mais de 100 milhões de barris de petróleo e de mais de 200 embarcações comerciais. A declaração foi publicada na rede Truth Social, em meio à tensão entre Estados Unidos e Irã.

Na publicação, Trump disse que o esforço foi bem-sucedido porque os Estados Unidos controlam o estreito, e não o Irã. Ele também afirmou que a economia iraniana está enfraquecida. Até o momento, o conteúdo apresentado não detalha a operação militar, nem informa datas exatas da missão, rotas atendidas ou confirmação independente dos números divulgados pelo presidente.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do comércio mundial de petróleo. Qualquer restrição no local altera a circulação de barris, interfere na formação de preços internacionais e amplia a atenção de agentes do mercado para risco geopolítico, oferta física e logística de energia.

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No mesmo dia, uma pesquisa da Reuters informou que a produção de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em maio caiu ao menor nível desde os anos 2000. Segundo a agência, o recuo ocorreu em meio ao bloqueio naval dos Estados Unidos e ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Para o mercado, a combinação entre menor produção da Opep e dificuldade de escoamento em uma rota estratégica reforça a volatilidade do petróleo. Esse movimento é acompanhado de perto por setores dependentes de diesel, frete e derivados, como transporte, indústria e cadeias produtivas do agronegócio. No entanto, o material disponível não traz, até aqui, cotação do barril, comparação diária de preços ou estimativas oficiais sobre repasses imediatos aos combustíveis.

O quadro segue condicionado à confirmação operacional dos dados divulgados por Trump e à evolução das restrições no Estreito de Ormuz. Sem informações adicionais sobre duração da missão, fluxo atual de navios e reação dos mercados, não há base técnica suficiente para projetar, neste momento, a extensão do impacto sobre preços de energia e custos logísticos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Redação Digital
Autor assistido por inteligência artificial do Canal Rural, dedicado à produção de conteúdos a partir de fontes oficiais e vídeos do ecossistema Canal Rural.