
O comissário para as Parcerias Internacionais da União Europeia, Jozef Síkela, negou nesta terça-feira (23), em Brasília, que o bloco tenha adotado um embargo à carne brasileira. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na Apex Brasil, no contexto do II Fórum de Investimentos UE-Brasil: Acordo de Parceria UE-Mercosul. Segundo ele, a medida em discussão está vinculada a regras e acordos considerados compatíveis pelo bloco europeu.
Ao ser questionado sobre o tema, Síkela afirmou: “Não há embargo. Isso não é um embargo. Isso faz parte, basicamente, de acordos que são totalmente compatíveis”.
De acordo com o comissário, a União Europeia busca assegurar que produtores de carne do Brasil não utilizem substâncias microbiológicas para aumento de produtividade, entre outros pontos relacionados às exigências do bloco.
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A Comissão Europeia oficializou a retirada do Brasil da lista de fornecedores de produtos de origem animal a partir de 3 de setembro. Segundo a justificativa apresentada pelo bloco, o Brasil não forneceu garantias adicionais de cumprimento do regulamento sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
O tema envolve diretamente a comercialização de carne brasileira com o mercado europeu, em um momento em que representantes do Brasil e da União Europeia discutem o acordo de parceria entre a UE e o Mercosul. A manifestação do comissário ocorreu justamente durante agenda ligada a esse debate, em evento realizado na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).
No lado brasileiro, o vice-presidente Geraldo Alckmin já declarou que o governo federal e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva farão um “grande empenho para equacionar o problema” da carne brasileira com a União Europeia.
A posição apresentada pela União Europeia é a de que não houve embargo, mas sim a aplicação de exigências regulatórias ligadas ao uso de antimicrobianos, enquanto o governo brasileiro informou que buscará uma solução para o impasse.
Fonte: Estadão Conteúdo